Em Dia Mundial da Doação de Leite Humano, S.Bernardo reforça importância do ato

Estoque no Banco de Leite, localizado no Hospital Municipal Universitário, está com número de doadoras 20% menor do que nos meses anteriores à COVID-19

Estoque no Banco de Leite, localizado no Hospital Municipal Universitário, está com número de doadoras 20% menor do que nos meses anteriores à COVID-19. Foto: Divulgação

Não foi uma decisão fácil para Thaís Francesconi Duda, 29 anos, mãe de Beatriz, de 10 meses, se tornar uma doadora de leite materno. No início, a insegurança e a quantidade de dúvidas sobre o puerpério falavam mais alto. Mas, bastou uma conversa com sua mãe e sua tia, grandes incentivadoras e defensoras do ato, para que ela repensasse sobre o tema.

“Elas me estimularam a manter a amamentação exclusiva e falaram que quanto mais eu amamentasse, mais leite seria produzido. Minha tia citou o quanto o leite materno de doações fazia diferença para os bebês prematuros pois é muito completo. Depois disso, minha produção de leite realmente se tornou muito boa, e antes de amamentar minha filha eu sempre tinha que tirar um pouquinho de leite para a mama não ficar rígida e me sentia mal descartando algo que era tão importante”, relata a mãe doadora.

No dia 19 de maio, em que é comemorado o Dia Mundial da Doação de Leite Humano, a Prefeitura de São Bernardo reforça a importância do ato, especialmente, durante a pandemia, em que o estoque do Banco de Leite, localizado no Hospital Municipal Universitário (HMU), está com número de doadoras 20% menor em relação aos meses anteriores.

De acordo com o secretário de Saúde, Dr. Geraldo Reple Sobrinho, os cuidados dos processos de doação foram redobrados neste período de pandemia da COVID-19, bem como a limpeza durante a manipulação do alimento, para continuar garantindo segurança aos bebês prematuros internados que recebem o leite no HMU.

“Normalmente, as funcionárias que recolhem o leite entram na casa, conversam com as mães, mas neste momento, a decisão é de não entrar nas residências, além de estarem utilizando os EPIs recomendados, como máscara, luvas e álcool gel, na visita. As orientações estão sendo feitas por telefone e vídeos. Dentro do Banco de Leite, os mesmos cuidados foram adotados, redobrados, pensando em conter a disseminação do vírus”, alerta o secretário.

COMO DOAR – A mãe precisa entrar em contato com o Banco de Leite do município por meio do telefone 4365-1480. Recebe as orientações e os frascos para colher o alimento na própria casa. “Os procedimentos não são complicados, a equipe do Banco é super prestativa. Me explicaram que viriam trazer e buscar os frascos em casa, tudo é muito simples e acontece de uma forma natural”, contou Thaís.

MOTIVOS PARA DOAR – Só há benefícios no ato, tanto para mãe e bebê como para o bebê prematuro que está internado e não pode receber o leite da própria mãe. Além de manter a produção de leite ativa na mulher, facilita a pega do bebê correta para a amamentação e evita engasgos.

“Inicialmente, pensar em ser doadora de leite, nesta vida corrida que quem é mãe leva, parece ser uma missão quase impossível, mas, não é! O leite doado não falta para o seu bebê, pelo contrário. É uma das melhores sensações que se pode sentir, é como doar amor ‘líquido’ a outros bebês e outras mães”, adicionou a doadora.

REFERÊNCIA NA REGIÃO – Além do atendimento humanizado, o Banco de Leite de São Bernardo também é referência como equipamento na região do Grande ABC. Em 2017, obteve o Prêmio de maior captador e maior volume dispensado de Leite Humano. É o primeiro equipamento público de Saúde da região, e, o quarto no Brasil, a oferecer leite materno com qualidade nutricional atestada. A unidade possui ainda a máquina Human Milk Analyser-Myris, que detalha a quantidade exata de proteínas e gorduras, que é fornecida a cada recém-nascido. Em média, 80 bebês prematuros são beneficiados todo mês.

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