15 de junho de 2021

Em campanha salarial, metalúrgicos do ABC rejeitam proposta e encaminham greve

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Trabalhadores rejeitaram a proposta patronal que previa reposição salarial pelo INPC, de 3,64%

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Metalúrgicos rejeitam proposta e enviam aviso de greve. Foto: Divulgação/ Adonis Guerra

Em assembleia realizada na última quarta-feira, (03/10), os Metalúrgicos do ABC rejeitaram a proposta patronal que previa reposição salarial pelo INPC, de 3,64%, e autorizaram a entrega de aviso de greve para todos os grupos em negociação. A categoria reivindica aumento real e manutenção das cláusulas sociais das convenções coletivas, o que também não estava incluído na proposta.

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos, a bancada patronal quer rever quase metade das cláusulas das convenções. Entre elas, estão a extensão da licença-maternidade para seis meses, a garantia de pagamento até o dia 5, o complemento salarial garantido por 120 dias ao trabalhador que se afasta pelo INSS por mais de 15 dias.

Na avaliação do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, o comportamento dos grupos patronais na mesa de negociação reflete o ambiente criado após a provação da reforma Trabalhista. “Agora respaldados pela reforma, eles querem retirar das convenções coletivas direitos assegurados há anos, depois de muita luta. Esse é o resultado prático da reforma Trabalhista, a arrogância dos patrões na mesa de negociação. O nosso posicionamento é pela reposição da inflação, aumento real e pelas cláusulas sociais, que são extremamente importantes”, afirmou.

Quem representa o Sindicato na mesa de negociações é a Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT-SP (FEM-CUT). O presidente da entidade, Luiz Carlos da Silva Dias, também citou as novas leis trabalhistas durante a assembleia. “Desde a aprovação da pauta de campanha salarial, alertávamos aos trabalhadores que neste ano, em função da reforma, teríamos muita dificuldade com as cláusulas sociais. Mas não vamos desistir, queremos manter o que já foi conquistado e assegurar um reajuste salarial aos trabalhadores. A FEM não assina acordo sem aumento real”, reforçou.

A Federação representa 194 mil metalúrgicos, em 14 sindicatos filiados à CUT no Estado de São Paulo. Destes, 162 mil estão em campanha salarial desde julho, com data-base em setembro. A entidade negocia com seis bancadas patronais: Fundição, Estamparia, Grupo 2 (máquinas e eletrônicos), Grupo 3 (autopeças, forjaria e parafusos), Grupo 8 (trefilação, laminação de metais ferrosos, refrigeração) e Grupo 10 (lâmpadas, equipamentos odontológicos entre outros).

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