Doria anuncia rede de testes para coronavírus com até 2 mil exames diários

Serviços de 17 laboratórios da USP se unem em parceria com o Instituto Butantan

 

Serviços de 17 laboratórios da USP se unem em parceria com o Instituto Butantan para fazer 2 mil exames de coronavírus por dia. Foto: Divulgação/Governo do Estado

 

O Governador João Doria anunciou nesta segunda-feira (23) a criação de uma rede de testes para o coronavírus em São Paulo. O serviço será realizado por uma rede de 17 laboratórios ligados à USP (Universidade de São Paulo), com apoio do Instituto Butantan.

A nova rede começa a funcionar nesta quarta (25). A capacidade será de 2 mil testes por dia, que atenderão prioritariamente as pessoas atendidas em unidades de saúde e que apresentarem sintomas da doença, além dos próprios profissionais de saúde.

“Testar, testar e testar. É a orientação da Organização Mundial de Saúde. A partir de quarta, teremos mais 2 mil exames diários”, declarou o Governador. O Butantan expandiu a capacidade para processar até mil testes de COVID-19 por dia.

Além do Butantan, somente o Instituto Adolfo Lutz realizava os testes de coronavírus na capital paulista. Com o apoio dos laboratórios ligados à USP, a rede vai identificar mais rapidamente casos positivos de coronavírus de forma a isolar pacientes infectadas o mais rápido possível.

A Prefeitura de São Paulo também vai reforçar a rede de testes do coronavírus na capital. O Prefeito Bruno Covas confirmou a aquisição de 100 mil exames para uso nos postos da rede municipal de saúde.

Até o início da tarde desta segunda (23), o Brasil registrava 1.561 casos confirmados de coronavírus. Do total, o Estado de São Paulo registrava 631 pacientes infectados e 22 mortes provocada pela COVID-19.
[14:42, 23/03/2020] Letícia Bragaglia Ass Dória: SP inicia campanha de vacinação contra a gripe

Serão adotadas estratégias para evitar aglomerações e prevenir a população contra o coronavírus

O Governador João Doria anunciou nesta segunda-feira (23) o início da campanha de vacinação contra gripe, que neste ano se destaca por estratégias diferenciadas para evitar aglomerações e prevenir a população contra a COVID-19.

“Começamos a campanha de vacinação em São Paulo e em todo o país. O Instituto Butantan está oferecendo 75 milhões de doses para garantir a imunização dos brasileiros, começando com as pessoas com mais de 60 anos”, afirmou Doria.

A meta é imunizar 90% da população-alvo de 15,4 milhões de moradores de São Paulo contra o vírus Influenza durante toda a campanha. O início da campanha em todo o país só foi possível graças ao apoio do Instituto Butantan, que acelerou a produção de 75 milhões de doses da vacina a serem entregues até o final de março.

Para este ano, foi definida uma dinâmica diferenciada de atendimento, com orientação da Secretaria de Estado da Saúde para que todos os municípios organizem as filas e os ambientes de modo que não haja aglomeração.

Na cidade de São Paulo, por exemplo, a vacinação dos idosos será feita não apenas nas 468 UBS da cidade, mas, também, em 450 escolas municipais. Também foi implementado um serviço drive-thru.

Além disso, a pasta estadual também recomendou a realização de triagem para identificar pacientes sintomáticos – presença de febre, tosse, coriza e falta de ar – para a devida colocação de máscara neste paciente, adiada a aplicação da vacina e que seja em um serviço de saúde. Também deverão receber máscaras as pessoas que tiverem tosse ou coriza, mas, nesses casos, a dose poderá ser aplicada e a pessoa orientada a procurar um serviço de saúde.

As mesas das equipes deverão adotar distanciamento de pelo menos um metro do paciente, cada profissional deverá usar caneta própria e álcool deverá ficar disponível para uso. O vacinador não precisa utilizar luvas nem máscara cirúrgica, apenas seguir as normas de higienização.

A vacina contra a gripe não imuniza contra o novo coronavírus, mas a campanha é fundamental para reduzir o número de pessoas com sintomas respiratórios nos próximos meses.

Confira as etapas da campanha

A primeira etapa da campanha de vacinação, iniciada nesta segunda-feira (23), será destinada à vacinação prioritária em idosos com 60 anos ou mais e aos profissionais de saúde, num total de 6,1 milhões de pessoas.

A partir de 16 de abril, será a vez de atender os professores, integrantes das forças de segurança e salvamento e portadores de doenças crônicas, comorbidades e outras condições clínicas especiais.

As crianças, com idade superior a seis meses e inferior a seis anos, as gestantes e as puérperas (até 45 dias após o parto) serão imunizadas a partir de 9 de maio, quando será realizado o “Dia D” da campanha, que também ofertará a dose da vacina para todos os grupos do público-alvo, incluindo pessoas acima de 55 anos.