29 de novembro de 2021

Dom Pedro celebra Missa de Cinzas e abertura da Campanha da Fraternidade

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Tema escolhido é: “O caminho para a construção da paz e da unidade é o diálogo”

Dom Pedro celebra Missa de Cinzas e abertura da Campanha da Fraternidade. Foto: Divulgação

 

Com discurso baseado no compromisso com o diálogo para construir a paz e a unidade entre os povos, o bispo diocesano Dom Pedro Carlos Cipollini celebrou na noite desta quarta-feira (17/02), a Missa de Cinzas e a abertura oficial da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021 na Diocese de Santo André, na Catedral Nossa Senhora do Carmo, no Centro de Santo André.

Em razão da pandemia da Covid-19, o rito de imposição das cinzas sofreu modificações divulgadas por meio de nota da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos: “Feita a oração de bênção das cinzas e depois de as ter aspergido com água benta sem dizer nada – precisa a nota -, o sacerdote, voltado para os presentes, diz uma só vez para todos a fórmula que se encontra no Missal Romano: ‘Convertei-vos e acreditai no Evangelho’, ou ‘Lembra-te que és pó da terra e à terra voltarás.’”

A celebração presencial – que contou com as participações do vigário episcopal para a Pastoral e pároco da Catedral, Pe. Joel Nery, do assessor diocesano da Campanha da Fraternidade, Pe. Geraldo dos Santos, bem como dos fiéis e membros da Comissão Diocesana da CF – seguiu as normas sanitárias e o decreto diocesano de 31 de maio de 2020, que prevê regras de distanciamento social mínimo de 2 metros, capacidade limitada a 30% do espaço da igreja, bem como cuidados de higiene, como o uso de máscara, álcool em gel e espaços bem ventilados com portas e janelas abertas durante as celebrações.

Campanha da Fraternidade Ecumênica

Em 2021, a Campanha da Fraternidade Ecumênica, organizada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e o Conic (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs), apresenta o tema: “Fraternidade e Diálogo: Compromisso de Amor” lema da CFE 2021: “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade” (Ef. 2.14), que convida os cristãos, de modo ecumênico, a atuarem nas denúncias das violências, encorajar a justiça para restauração da dignidade das pessoas, promover a conversão para a cultura do amor e paz e, por meio do diálogo, fortalecer e celebrar a convivência ecumênica e inter-religiosa. (Texto Base da CF/2021).

“Existem divergências sobre esta CF/2021 por ser este ano, ecumênica. Podemos divergir de algumas coisas. A divergência faz parte do diálogo. O que não podemos é dividir, criar confronto, animosidade, como alguns estão fazendo. A verdade deve ser dita na caridade e nunca na animosidade. O modo de fazer às vezes não é o melhor, mas a proposta do ecumenismo é plenamente válida”, comenta Dom Pedro.

O bispo salienta que o Catecismo da Igreja Católica diz: “A missão da Igreja exige o esforço rumo à unidade dos cristãos” (cf. CIC n. 855). Também os números 817-822 falam das feridas da unidade e o caminho rumo à unidade dos cristãos, para realizar o desejo de Jesus: “que todos sejam um” (Jo 17,21). Esta CF/2021 busca, portanto, construir unidade com outras denominações cristãs”, indica.

Dom Pedro ainda expressou preocupação com os rumos do país sobre uma pauta debatida nas últimas semanas. “Ampliar a liberação de armas de fogo como estão querendo fazer no Brasil, é um perigo e o resultado será sem dúvida o aumento da violência”, e recordou que Jesus sempre condenou a violência.

“Por isso, os cristãos devem seguir seu exemplo na busca do diálogo, da unidade e da paz. Jesus disse: “Bem aventurados os que trabalham pela paz, eles serão chamados filhos de Deus” (Mt 5, 9).

Início da Quaresma

A Quaresma, período de 40 dias que antecede a Páscoa, também teve início nesta quarta-feira. Um tempo de reflexão, confissão e penitência. Segundo Dom Pedro, O jejum, a oração e a esmola – tal como são apresentados por Jesus na sua pregação como ouvimos no evangelho (cf. Mt 6, 1-18) – são as condições para a nossa conversão e sua expressão na sociedade.

“O caminho da experiência de privação é jejum que leva a desejar a justiça do Reino. A atenção e os gestos de amor pelo homem ferido e excluído, é a esmola em forma de partilha. O diálogo filial com o Pai do céu é a oração. Eles permitem-nos encarnar uma fé sincera, uma esperança viva e uma caridade operosa”, medita.

O bispo diocesano também mencionou um trecho da mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2021: “Recebendo o perdão no Sacramento que está no centro do nosso processo de conversão, tornamo-nos, por nossa vez, propagadores do perdão: tendo-o recebido nós próprios, podemos oferecê-lo através da capacidade de viver um diálogo solícito e adotando um comportamento que conforta quem está ferido. O perdão de Deus, através também das nossas palavras e gestos, possibilita viver uma Páscoa de fraternidade.”

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