
Um novo capítulo na conturbada trajetória de Ruan Rocha da Silva, de 25 anos , foi registrado na madrugada desta terça-feira (27) em Diadema. O jovem, que ficou conhecido em todo o país em 2017 após ter a frase “eu sou ladrão e vacilão” tatuada na testa, foi preso em flagrante após invadir a Unidade Básica de Saúde (UBS) Jardim Casa Grande.
A Prisão
Segundo a Guarda Civil Municipal (GCM), Ruan arrombou uma grade para entrar na unidade. Ele tentou fugir carregando uma lavadora de alta pressão da marca Intech , mas foi interceptado e detido por uma equipe da Rotam enquanto caminhava por uma rua nos fundos do posto de saúde.
Ao ser abordado, ele não ofereceu resistência e confessou que havia subtraído o objeto de um armário destrancado no interior da UBS. Ruan justificou o crime afirmando que pretendia revender o equipamento para comprar crack. Ele foi encaminhado ao 3º Distrito Policial de Diadema , onde foi autuado por furto consumado e deve responder também por dano ao patrimônio público devido ao arrombamento da grade.
Histórico de Repercussão
Ruan ganhou notoriedade nacional aos 17 anos, quando foi vítima de uma punição cruel: dois homens o tatuaram à força após o acusarem de tentar furtar uma bicicleta. Na época, o caso gerou comoção e os autores da tortura foram condenados por lesão corporal gravíssima e constrangimento ilegal.
Entretanto, desde aquele episódio, o jovem acumulou diversas passagens pela polícia por crimes de furto em cidades como Cotia, São Bernardo do Campo e São Paulo. Em 2019, ele chegou a ser condenado a 4 anos e 8 meses de reclusão por furtar um celular e um agasalho de funcionárias de uma unidade de saúde no bairro Ferrazópolis, em São Bernardo.
Desafios da Reincidência
Apesar de ter sido submetido a tratamentos contra a dependência química em diferentes ocasiões, Ruan voltou a ser detido sucessivas vezes. No caso atual, a autoridade policial arbitrou uma fiança no valor de um salário mínimo. Como o valor não foi apresentado, ele foi encaminhado à carceragem anexa à unidade policial. O novo episódio reacende discussões sobre a eficácia da reintegração social e os limites das políticas de tratamento para dependentes químicos no sistema prisional.
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