
A Prefeitura de Ribeirão Pires, promoveu uma operação de fiscalização coordenada pela equipe de Bem-Estar Animal de Ribeirão Pires, com suporte da Guarda Civil Municipal (GCM) Ambiental,. A ação resultou no flagrante de 11 pessoas envolvidas em pesca predatória e caça ilegal na Represa Billings. A ação ocorreu nesta sexta-feira (9) em uma área de proteção ambiental no município.
Durante a ofensiva, as equipes localizaram redes de malha proibida e diversos exemplares de peixes nativos capturados irregularmente durante o período de defeso. Entre 1º de novembro e 28 de fevereiro, a pesca é estritamente proibida para garantir a reprodução das espécies e a manutenção dos estoques pesqueiros.
Impacto à biodiversidade
Segundo o subsecretário de fauna, Marcus Leap, a operação foca na preservação do ecossistema local. “Os indivíduos utilizavam redes do tipo tarrafa com malha inferior ao permitido. Esse método é altamente prejudicial, pois captura indiscriminadamente peixes de diferentes tamanhos e espécies, impedindo o ciclo natural de crescimento”, explicou.
Entre o material apreendido estavam peixes nativos como cará e traíra, além de tilápias (espécie exótica) fora do tamanho mínimo permitido. Além das irregularidades técnicas, nenhum dos abordados possuía a autorização de pesca amadora, documento obrigatório para a atividade.
Rancho clandestino e estrutura organizada
Um dos pontos centrais da fiscalização foi a descoberta de um rancho estruturado às margens da represa, em uma Área de Preservação Permanente (APP). Diferente de um acampamento improvisado, o local contava com:
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Cobertura de lona;
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Cozinha e banheiro;
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Redes de espera (utilizadas para capturas em larga escala durante a noite).
A estrutura indica que o ponto servia como base logística para atividades predatórias organizadas há algum tempo na região.
Consequências legais
Os infratores identificados estão sujeitos a autuações administrativas e podem responder criminalmente. As punições estão fundamentadas na Lei Federal nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) e na legislação municipal 6.802/25, que preveem desde multas severas até o encaminhamento à delegacia.
