Câmara rejeita pedido de impeachment de Atila

Prefeito de Mauá pede afastamento por 15 dias e vice, Alaide Damo, assumiu o cargo

Admir Jacomussi, pai do prefeito Atila, conduziu os trabalhos da Câmara. Foto: Gislayne Jacinto

A Câmara de Mauá por 20 votos a 1 rejeitou o pedido de impeachment do prefeito Atila Jacomussi (PSB), que encontra-se preso na carceragem da Polícia Federal desde quarta-feira passada (09/05). A sessão virou ato de apoio ao chefe de Executivo. Claques lotaram a galeria do plenário e gritavam a cada voto favorável ao socialista. Mesmo com a rejeição, Atila enviou documento ao Legislativo no qual pediu o afastamento do cargo por 15 dias e a vice, Alaíde Damo (MDB), assumiu o cargo.

A estratégia de Atila nas próximas duas semanas é conseguir um habeas corpus e voltar ao comando do Paço. O superintende da Sama, Israel Aleixo, disse que a intenção é montar uma defesa para conseguir a liberdade de Átila o mais rápido possível.

O pedido de impeachment foi solicitado por Getúlio Júnior e Paulo Eugênio, presidente e vice do PT, respectivamente. Paulo Eugênio afirmou que considera a sessão nula porque os trabalhos foram conduzidos pelo pai do prefeito e presidente da Câmara, Admir Jacomussi (PRP). “Avaliamos que a sessão é nula e vamos estudar entrar na Justiça”, afirmou.

Até mesmo o vereador Chiquinho do Zaíra (PT do B), que é da oposição ao governo, votou contra o pedido de impeachment. “O pedido é prematuro. Precisa apurar melhor”, argumentou.

A Câmara tem 23 parlamentares. O único voto a favor do impeachment foi de Marcelo Oliveira (PT). O vereador Ricardinho da Enfermagem (PTB) não compareceu na sessão e Jacomussi não votou por estar no exercício da presidência.

O presidente da Câmara, Admir Jacomussi, considerou a a sessão dentro da legalidade, mas evitou fazer discurso durante após a votação. Limitou a agradecer os parlamentares pelo posicionamento adotado.

Atila foi preso pela Polícia Federal durante operação Prato Feito, porque durante mandado de busca e apreensão foram encontrados em sua residência R$ 87 mil, além de mais R$ 588,4 mil e 2,9 mil euros na casa de seu secretário. A PF suspeita é de que o dinheiro seja oriundo de desvio de verba de contratos da merenda escolar. O prefeito nega.