Câmara de Mauá rejeita pedido de cassação do prefeito Atila

Votação aconteceu nesta terça-feira após o Tribunal de Justiça autorizar a continuidade na tramitação do impeachment

 

Votação do impeachment aconteceu nesta terça-feira após o Tribunal de Justiça autorizar a continuidade na tramitação do processo na Câmara. Foto: Divulgação

 

A Câmara de Mauá rejeitou por  10 votos a 4 o pedido de impeachment contra o prefeito Atila Jacomussi (PSB). Houve sete ausências e uma abstenção. A solicitação foi feita pelo PT (Partido dos Trabalhadores) no ano passado, mas por conta de um imbróglio jurídico o assunto foi parar no TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), que somente agora autorizou a tramitação do processo e a apreciação em plenário.

Os parlamentares contra a cassação foram Ricardinho da Enfermagem (PSB); Jotão (SD); Bodinho (Patriota); Pastor José (Avante); Admir Jacomussi (Patriota); Betinho Dragões (PL); Ivan Stela (PSB); Gil Miranda (Republicanos); Cincinato Freire (PSB); e Severino do MSTU (PL). Na lista dos que foram a  favor da cassação estiveram: Melão (Cidadania); Tchacabum (PDT); Fernando Rubinelli (PTB) e Sinvaldo Carteiro (PSL). Irmão Ozelito (PSC) se absteve de votar e o presidente da Casa, Neycar (SD), não votou por estar na presidência.

Houve sete ausências, sendo quatro porque os vereadores estão com Covid-19 – Chiquinho do Zaíra, professor Betinho, Marcelo Oliveira e Adelto Cachorrão. Por serem considerados do grupo de risco, Manoel Lopes e Chico do Judô não foram para a sessão. Outro ausente foi Samuel Enfermeiro.

O advogado do prefeito, Leandro Petrin, foi ao Legislativo e fez uso da palavra durante a sessão. A defesa alegou ilegalidades no processo. “O impeachment é um julgamento político. Vamos deixar a população julgar o prefeito Atila no dia 15 de novembro”, afirmou a defesa ao se referir à eleição municipal que acontecerá neste ano. Atila buscará a reeleição.

Esse é o segundo pedido de cassação contra Atila. Em abril do ano passado, os vereadores cassaram o chefe do Executivo por suposta vacância do cargo (Atila ficou 75 dias preso por conta de uma Operação da Polícia Federal), mas a Justiça o reconduziu ao comando do Paço após avaliar que houve erros no processo e a ausência foi alheia a sua vontade. Diferentemente daquela época em que o placar foi 16 votos a favor, cinco contra, uma ausência e uma abstenção, agora o prefeito conta mais apoiadores e conseguiu barrar o impeachment.

Advogado do prefeito, Leandro Petrin, foi ao Legislativo e fez uso da palavra durante a sessão. Foto: Divulgação