Série A do Brasileirão: Confira quanto cada clube lucra com patrocínios de Bets
Das 20 equipes que disputam a divisão principal do Campeonato Brasileiro, 13 mantêm acordos comerciais de cota máster ou propriedades de uniforme com plataformas de apostas
Série A do Brasileirão: Confira quanto cada clube lucra com patrocínios de Bets Rafael Ribeiro / CBF
A promulgação da Medida Provisória, na última sexta-feira (25) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deixou em alerta a estrutura financeira do futebolbrasileiro. Com a decisão de suspender as atividades e proibir qualquer tipo de publicidade de empresas de apostas esportivas e cassinos online em todo o país a partir de 6 de outubro, o Poder Executivo impacta diretamente o modelo de negócios que sustenta a elite do esporte nacional. Essa medida coloca em risco imediato mais de R$ 900 milhões anuais em patrocínios fixos que são distribuídos aos clubes da Série A.
Classificação dos contratos de patrocínio com apostas na Série A
Das 20 equipes que disputam a divisão principal do Campeonato Brasileiro, 13 mantêm acordos comerciais de cota máster ou propriedades de uniforme com plataformas de apostas. A disparidade de arrecadação varia entre R$ 10 milhões e R$ 220 milhões por ano:
Flamengo (Betano): R$ 220 milhões / ano
Corinthians (Esportes da Sorte): R$ 150 milhões / ano
Palmeiras (Sportingbet): R$ 100 milhões / ano
São Paulo (Superbet): R$ 90 milhões / ano
Atlético-MG (H2Bet): R$ 60 milhões / ano
Fluminense (Superbet): R$ 58 milhões / ano
Botafogo (Vbet): R$ 55 milhões / ano
Cruzeiro (Betnacional): R$ 50 milhões / ano
Vasco (Sportingbet): R$ 50 milhões / ano
Santos (Novibet): R$ 35 milhões / ano
Vitória (7K Bet): R$ 20 milhões / ano
Remo (Vaidebet): R$ 12 milhões / ano
Chapecoense (ZeroUm): R$ 10 milhões / ano
Com um total fixo acumulado de R$ 910 milhões anuais, a eventual paralisação desses repasses compromete drasticamente os orçamentos planejados para o pagamento de folhas salariais, investimentos nas categorias de base e no futebol feminino.
Justificativa governamental e o impacto econômico e social
A ofensiva do Governo Federal fundamenta-se nos dados socioeconômicos que apontam para o endividamento crescente das famílias brasileiras. Estudos econômicos do Planalto indicam a migração de recursos do orçamento familiar — que antes abasteciam o comércio local, alimentação e serviços — para os jogos de azar e apostas online. Diante desse quadro de saúde pública e comprometimento de renda, a gestão federal optou por interromper as operações do setor.
Cronograma de execução e tramitação legislativa
A Medida Provisória vigora por 60 dias com força de lei e estabelece marcos rigorosos para o encerramento do setor:
Até 5 de outubro: Data limite para a retirada voluntária dos saldos financeiros depositados pelos apostadores nas plataformas.
6 de outubro: Início do bloqueio definitivo das operações, com encerramento dos sites e proibição total de veiculação de marcas em uniformes, placas de campo e meios de comunicação.
7 de outubro: Retomada do Campeonato Brasileiro, que já não poderá contar com marcas de apostas estampadas nas camisas das equipes.
O texto da MP será submetido ao Congresso Nacional para apreciação e votação parlamentar prevista para o mês de novembro, quando deputados e senadores retornam do recesso legislativo.
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