
O ator e diretor Gracindo Jr. morreu em sua residência, no Rio de Janeiro, aos 83 anos, em decorrência de causas naturais. A informação foi confirmada pelo seu filho, Pedro Gracindo. O velório será realizado nesta quinta-feira (3), no Crematório e Cemitério da Penitência, a partir das 12h10, com cerimônia de cremação agendada para as 14h10.
Registrado como Epaminondas Xavier Gracindo, o artista nasceu no Rio de Janeiro em 21 de maio de 1943. Ele era filho de outro ícone da dramaturgia nacional, o ator Paulo Gracindo (1911-1995). Apesar de ter cursado Psicologia, optou por não exercer a profissão para se dedicar integralmente à carreira artística, construída ao longo de mais de 50 anos com papéis de destaque no rádio, teatro, cinema e televisão.
Início no rádio e estreia nos palcos
A trajetória profissional de Gracindo Jr. começou ainda na adolescência. Em 1959, aos 15 anos, foi aprovado em um teste para a Rádio Nacional — veículo em que seu pai já se destacava —, onde atuou como ator, redator e disc-jóquei.
Dois anos depois, em 1961, estreou nos palcos na peça A Escada, de Oswald de Andrade, dando início a uma prolífica caminhada no teatro.

Pioneirismo e sucessos na TV Globo
Gracindo Jr. fez parte do elenco inaugural da TV Globo, contratado em dezembro de 1964, meses antes do lançamento oficial da emissora, em abril de 1965. Integrante da primeira leva de atores da casa, esteve presente em produções históricas da fase inicial, como Rosinha do Sobrado, Padre Tião, A Rainha Louca, A Próxima Atração, Supermanoela e Os Ossos do Barão.
Ao longo das décadas seguintes, tornou-se rosto emblemático de grandes produções da teledramaturgia brasileira, incluindo:
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O Bem Amado
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O Casarão
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Mandala
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O Salvador da Pátria
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Rainha da Sucata
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Deus nos Acuda
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Explode Coração
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Celebridade
Em O Casarão, escrita por Lauro César Muniz, dividiu o protagonismo com o pai, Paulo Gracindo, interpretando a versão jovem do mesmo personagem vivido pelo pai na fase adulta.
Atuação como diretor
Além do trabalho como intérprete, Gracindo Jr. construiu uma carreira consolidada no comando de produções televisivas. Entre seus trabalhos notáveis por trás das câmeras estão a direção da novela Marron-Glacé e a condução do programa Os Trapalhões, em 1983. O artista também participou da concepção e apresentação dos primeiros videoclipes de músicos brasileiros exibidos pelo Fantástico.
Gracindo Jr. deixa a esposa, Daisy Poli, com quem viveu por mais de 50 anos, além de 5 filhos e 7 netos.
