
As equipes do Governo do Estado de São Paulo que integram a missão brasileira de ajuda humanitária na Venezuela participaram, neste sábado (27/06), das primeiras reuniões de coordenação operacional que organizam as frentes de atuação internacional no país. Os encontros, realizados diariamente pela coordenação internacional da operação, têm como objetivo principal definir os setores prioritários de atuação, compartilhar informações geoespaciais atualizadas sobre o cenário de desastre e alinhar minuciosamente as estratégias empregadas pelas equipes de busca e salvamento.
O contingente paulista pioneiro, formado por especialistas de ponta do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil do Estado, já estabeleceu com sucesso sua base operacional na área designada pelo comitê internacional. Os profissionais seguem rigorosamente os protocolos humanitários globais utilizados em grandes catástrofes, atuando de forma plenamente integrada com corporações de outros países no resgate de vítimas, na avaliação estrutural de áreas severamente afetadas e no suporte emergencial à população atingida pelo forte sismo.
Expertise técnica em cenários de crise
A expressiva participação de São Paulo na força-tarefa reforça a sólida experiência acumulada pelo Estado em operações de proteção e defesa civil de alta complexidade. Além do efetivo altamente treinado em campo, a delegação paulista contribui substancialmente com expertise em coordenação de crises, gestão de emergências, análise estatística de dados e suporte tecnológico avançado. Estas capacidades são consideradas essenciais pelas autoridades internacionais para subsidiar a tomada de decisões rápidas e ampliar a eficiência das ações voltadas à preservação de vidas humanas.
Reforço operacional e tecnológico
Visando expandir o raio de ação e dar suporte contínuo à tragédia, o Governo do Estado de São Paulo envia, neste domingo (28), uma nova delegação oficial para robustecer a missão humanitária. O novo contingente será composto por 16 bombeiros militares especializados em Busca e Salvamento em Estruturas Colapsadas (BREC) e um integrante estratégico da Defesa Civil Estadual. O envio inclui, ainda, dois geradores de energia elétrica de última geração e um avançado sistema de internet satelital, garantindo autonomia logística e de comunicações mesmo nos cenários mais severos.
Representando os quadros da Defesa Civil do Estado neste novo grupo, embarca o Tenente Ramatuel Silvino, atual chefe de Operações do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). Detentor de ampla experiência em gestão de crises agudas e análise de dados em cenários de desastre, o oficial atuará diretamente no suporte e processamento de informações estratégicas, auxiliando no planejamento tático das operações e na tomada de decisões em tempo real no campo de comando.
“Estes equipamentos que estamos levando são modernos e ajudarão em situações extremas. Os geradores são eletrônicos e por isso não dependem de combustível, consequentemente não emitem poluentes. Com isso, podemos utilizá-los, por exemplo, em um local confinado, pois não há risco de contaminação do ar pela emissão de gases da queima da gasolina.” — Tenente Ramatuel Silvino, Chefe de Operações do CGE
A tecnologia dos geradores eletrônicos levados pela equipe paulista representa um divisor de águas para buscas em escombros, onde o risco de asfixia por monóxido de carbono tradicionalmente inviabilizava o uso de maquinário pesado perto de vítimas soterradas. O suporte de internet via satélite restabelecerá a comunicação de dados entre a base isolada e o comando central, mitigando a completa interrupção dos serviços essenciais de telefonia na região afetada.
A robusta atuação ocorre em estrita cooperação com o Governo Federal, responsável pela coordenação macro da missão brasileira, e reafirma o compromisso histórico do Estado de São Paulo com a preservação da vida, a cooperação institucional técnica e a solidariedade internacional em momentos de desastres de grande magnitude.
