
O lateral-esquerdo Douglas Santos foi o porta-voz da cautela na Seleção Brasileira nesta terça-feira (16). Em entrevista coletiva, o jogador do Zenit fez uma análise sincera do momento da equipe na Copa do Mundo de 2026, comentou a dificuldade das partidas, a estratégia de Carlo Ancelotti e o reconhecimento que passou a receber após a convocação. O recado central: ninguém pode subestimar o Haiti.
“Não vai ter jogo fácil” diz Douglas Santos
Douglas lembrou os resultados apertados que têm marcado o início do torneio. “Não vai ter jogo fácil. Estão ocorrendo muitos jogos equilibrados, empates como os de ontem, então temos que estar preparados emocionalmente e fisicamente, sabendo que será muito difícil.”
Sobre a defesa, que sofreu gols nos últimos seis jogos consecutivos, ele evitou alarme. “São jogos difíceis. Como venho falando, nos cobramos muito, mas estamos enfrentando grandes seleções e grandes jogadores. Todos que estão na Copa do Mundo atuam em grandes clubes. Vamos trabalhar para diminuir esses gols sofridos.”
O efeito Seleção na carreira
O lateral revelou que a convocação transformou sua visibilidade, especialmente em sua cidade natal. “Sou uma pessoa mais tranquila em redes sociais e não era muito reconhecido até na minha cidade, já que faz dez anos que estou fora. Mas depois da Seleção Brasileira, o maior palco do mundo, quando saí de férias pude sentir isso: as pessoas me parando na rua, perguntando da Copa do Mundo. Fico muito feliz pelo reconhecimento.”
Douglas contou que o treinador italiano acompanha de perto seu desempenho no Zenit. “O mister tem falado muito comigo sobre como estou evoluindo defensivamente. Ele tem acompanhado meus jogos no Zenit junto com as outras pessoas do staff e fala para eu desfrutar. Ele sabe das minhas características para eu dar o melhor na seleção. Espero não somente ir bem defensivamente, mas também ser uma surpresa no ataque.”
A tática do mistério
Sobre a forma como Ancelotti conduziu a preparação para a estreia, Douglas revelou que a escalação foi mantida em segredo até momentos antes da partida. “Isso faz com que todos se dediquem e, se alguém desligar um pouco, pode ter consequências, já que é Copa do Mundo. Ele passou a escalação um pouco antes de irmos para o estádio e, com isso, todos estavam bem preparados.”
Haiti: respeito em primeiro lugar
Ao projetar o próximo adversário, Douglas pregou humildade. “Estamos sempre conversando para melhorar. Nada está sendo suficiente, então sempre tentamos melhorar, conversamos entre os treinos, as refeições. Estamos lidando com um sonho que é de todo um país.”
“A gente está falando da seleção do Haiti, que é muito forte fisicamente, que tem uma intensidade muito grande que vimos no jogo contra a Escócia. Nesse jogo, precisamos pensar em vencer primeiro. Não podemos pensar que, por ser o Haiti, vamos golear.”
O Brasil enfrenta o Haiti na próxima sexta-feira (19), às 21h30, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. A vitória é tratada como obrigação para retomar o controle do Grupo C.
