
As investigações sobre publicações ofensivas relacionadas à morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ganharam repercussão nacional e passaram a mobilizar autoridades federais.
Após a morte da jovem durante um salto de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, diversas mensagens com conteúdo sexualizado, misógino e de deboche passaram a circular nas redes sociais. Algumas publicações faziam referências à necrofilia e ao vilipêndio de cadáver.
O secretário-adjunto de Segurança de Santo André, Carlos Secco, publicou um post e incluiu vídeo de um comentário da jornalista e apresentadora da Jovem Pan News Márcia Dantas sobre o caso. “Nem m0rta a mulher tem paz”, disse.
Diante da repercussão, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acionou a Polícia Federal e pediu a abertura de investigação contra perfis responsáveis pelas publicações. Já a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) informou que pretende encaminhar o caso ao Ministério Público Federal para apuração de possíveis crimes praticados no ambiente digital.
Segundo Erika Hilton, as mensagens publicadas nas redes sociais não apenas desrespeitam a memória da vítima, como também banalizam a violência sexual. A parlamentar solicitou a identificação dos autores das postagens e a responsabilização dos envolvidos.

Óbito
Maria Eduarda morreu após cair de uma altura aproximada de 40 metros durante uma atividade de rope jump. A Polícia Civil investiga as circunstâncias da tragédia. Três pessoas que atuavam na atividade são investigadas por homicídio com dolo eventual.
Além da apuração sobre a morte da jovem, as autoridades agora também deverão analisar as mensagens divulgadas após o caso, consideradas ofensivas e desrespeitosas à vítima e à família.
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