
O técnico Carlo Ancelotti concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira (12), às vésperas de sua primeira partida em Copas do Mundo como treinador. O italiano falou sobre a honra de comandar a Seleção Brasileira, a importância do medo como combustível, o trabalho de Neymar na recuperação e os motivos que o levaram a convocar o volante Éderson após o corte do lateral Wesley.
“Quero desfrutar deste momento”
Ancelotti abriu a entrevista reconhecendo o peso do cargo. “É uma experiência nova, algo especial. Uma grande responsabilidade e honra representar o país do futebol, a seleção mais vencedora do mundo. São essas duas coisas: responsabilidade e honra. Mas neste momento, quero desfrutar desse instante tão bonito da minha história.”
Posse não ganha jogo
O treinador fez questão de colocar a estatística em perspectiva. “Posse de bola é um aspecto do jogo, mas não é o mais importante. É uma estatística, mas no futebol a estatística mais importante são os gols marcados. A ideia é ter o controle de jogo com a bola e ser forte quando não tiver, porque há momentos que não vamos ter a bola. Marrocos, assim como outras seleções, é uma equipe de muita qualidade que pode te trazer problemas em todos os aspectos.”
“Podemos competir com todos”
“Somos uma equipe que pode competir com todos. Estamos convictos de que podemos competir com qualquer um do mundo. Temos qualidade técnica, caráter e experiência. Temos confiança absoluta.”
O lado bom do medo
Ancelotti recorreu a uma metáfora para explicar por que a ansiedade pré-estreia não o incomoda. “O medo é um componente importante na vida. Se você não tem medo, um leão parece um gato. São momentos em que você precisa ter preocupações para fazer o melhor jogo possível. Mas eu sou otimista por natureza. Estamos bem preparados para amanhã e para toda a Copa.”
Neymar na próxima semana
Sobre o camisa 10, o italiano trouxe uma atualização cautelosa. “Neymar está trabalhando forte para se recuperar o mais rápido possível. A expectativa é de que ele possa entrar no grupo na próxima semana. Quando o convocamos, não foi apenas por sua qualidade, mas também por sua experiência para os mais jovens.”
Por que Éderson, e não outro lateral
“É muito triste ter que cortar um jogador. É o aspecto do meu trabalho que menos gosto. Mas não tinha o que fazer. Ele teve uma lesão séria e não se recuperaria a tempo da Copa. Convocamos Éderson porque, na lateral, sentimos confiança com Ibañez e Danilo. Assim, pudemos reforçar o meio com Éderson, que terminou a temporada muito bem.”
Adaptação ao Brasil
“Temos que nos adaptar a tudo: ao ambiente, aos jogadores, à cultura. Então tento me adaptar a toda essa novidade. Eu acho que o trabalho feito neste ano nos permite estarmos competitivos na Copa do Mundo.”
O Brasil estreia neste sábado (13), às 19h, contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.