
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) informou que concluiu que o cão Orelha não morreu após agressões atribuídas a adolescentes. Segundo o órgão, a morte do animal ocorreu devido a uma “condição grave e preexistente”. O MP pediu à Justiça o arquivamento do caso.
A manifestação foi protocolada na Vara da Infância e Juventude da Capital na última sexta-feira (8). O documento tem 170 páginas e, segundo a promotoria, analisou quase 2 mil arquivos digitais, incluindo vídeos, fotos, mensagens e laudos técnicos.
O caso teve repercussão nacional em janeiro deste ano. Na época, a Polícia Civil de Santa Catarina informou que o cachorro teria sido agredido por um grupo de adolescentes na Praia Brava, em Florianópolis. Um dos jovens chegou a ter pedido de internação solicitado pelas autoridades.
Segundo o MPSC, a reconstituição da cronologia dos fatos foi decisiva para a conclusão apresentada pelo órgão. A promotoria afirmou ter identificado uma diferença de aproximadamente 30 minutos entre os horários registrados por diferentes câmeras de segurança.
De acordo com o MP, as imagens analisadas indicam que os adolescentes e o cão “não estiveram juntos na praia no período da suposta agressão”. O órgão também afirmou que não há registros da presença de Orelha na orla da Praia Brava no horário apontado pela investigação inicial.
A análise da promotoria cita ainda que o animal apresentava capacidade motora normal quase uma hora após o horário em que a agressão teria ocorrido. O documento também afirma que, no período analisado, o adolescente investigado e o cão estavam separados por cerca de 600 metros.
Com base nas conclusões, o Ministério Público pediu o arquivamento do caso.
