
A Conmebol Libertadores 2026 começa para os clubes brasileiros nesta quarta-feira, 18, com Bahia e Botafogo entrando em campo pela fase preliminar da competição. As duas equipes tentarão avançar no torneio para se juntar a Fluminense, Mirassol, Palmeiras, Corinthians e Flamengo, que já estão garantidos na fase de grupos.
A participação brasileira neste ano carrega um peso histórico. Pela primeira vez, o Brasil pode se tornar o maior vencedor isolado da Libertadores, deixando para trás a Argentina na liderança do ranking de títulos por país.
Brasil pode quebrar hegemonia argentina
Atualmente, Brasil e Argentina dividem a liderança com 25 conquistas cada. O país que chegar à frente no número de troféus será aquele cujos clubes tiverem melhor desempenho na edição de 2026. Caso uma equipe brasileira levante a taça, o Brasil assumirá a liderança isolada, interrompendo um domínio que os argentinos sustentam desde 1966 — quando o Peñarol conquistou seu terceiro título e colocou o Uruguai momentaneamente à frente.
Nos últimos anos, o futebol brasileiro viveu uma hegemonia na competição: foram sete títulos consecutivos, o que impulsionou o país a igualar a marca argentina. Agora, a oportunidade é de ultrapassá-la.
Além da briga com os hermanos, o Brasil também ampliaria ainda mais a distância para o Uruguai, terceiro colocado no ranking, com oito troféus.
Ranking de títulos por país na Libertadores
| País | Títulos | Vices | Aproveitamento |
|---|---|---|---|
| Argentina | 25 | 13 | 65,79% |
| Brasil | 25 | 20 | 55,81% |
| Uruguai | 8 | 8 | 50% |
| Colômbia | 3 | 7 | 30% |
| Paraguai | 3 | 5 | 37,5% |
| Chile | 1 | 5 | 16,67% |
| Equador | 1 | 3 | 25% |
| México | 0 | 3 | 0% |
| Peru | 0 | 2 | 0% |
Jejum argentino na competição
A última vez que um clube argentino conquistou a Libertadores foi em 2018, quando o River Plate venceu o Boca Juniors na final realizada em Madri. Desde então, o país acumula um jejum de oito anos — o mesmo período registrado entre 1987 e 1993, quando os argentinos também passaram em branco. A sequência negativa daquela época só foi quebrada em 1994, com o título do Vélez Sarsfield sobre o São Paulo de Telê Santana, nos pênaltis.