
A transferência de Gerson do Zenit para o Cruzeiro, avaliada em € 27 milhões (cerca de R$ 168 milhões), consolidou uma trajetória financeira rara no futebol brasileiro. Ao longo de dez anos, o volante movimentou mais de R$ 640 milhões em transferências — soma que não inclui bônus, metas nem correção monetária, apenas os valores oficiais à época de cada negócio.
A carreira de altos valores começou em 2016, quando saiu do Fluminense para a Roma por € 18,5 milhões (R$ 60 milhões). Após um empréstimo à Fiorentina em 2018, retornou ao Brasil em 2019, desta vez ao Flamengo, por € 13 milhões (R$ 49,7 milhões).
Dois anos depois, em 2021, seguiu para o Olympique de Marseille por € 20,5 milhões (R$ 123 milhões), antes de voltar ao Flamengo em 2023 por € 15 milhões (R$ 85 milhões).
Em 2025, foi negociado com o Zenit por € 25 milhões (R$ 160 milhões) e, agora em 2026, fecha o ciclo com a volta ao Brasil pelo Cruzeiro, no negócio mais alto de sua carreira em valor absoluto.
Uma movimentação estratégica para Cruzeiro e Gerson
A negociação representa uma mudança de patamar tanto para o jogador quanto para o Cruzeiro.
O clube, que teve uma ótima temporada em 2025 – terminou em terceiro no Brasileirão e chegou à semifinal da Copa do Brasil –, reforça com vultosos investimentos de seu controlador, Pedrinho, a ambição de se firmar ao lado de Flamengo e Palmeiras como um dos principais protagonistas do futebol nacional.
Já Gerson retorna ao Brasil após uma passagem discreta pelo futebol russo e fora dos planos do técnico Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira. O retorno ao país tem um objetivo claro: buscar espaço para disputar a Copa do Mundo de 2026.
