
A Conmebol não aprovou a documentação extra apresentada pelo Corinthians na tentativa de regularizar a licença PRO UEFA de Clarence Seedorf. Com a rejeição, o técnico holandês permanece impedido de assinar as súmulas das partidas como o responsável oficial pela equipe. Para driblar a exigência regulamentar, o Timão registrou Leo Porto como treinador de forma oficial nos documentos.
O entrave burocrático
O problema gira em torno do tempo de experiência profissional. A Conmebol reconhece 27 meses de atuação de Seedorf como treinador, mas o regulamento exige ao menos 36 meses para validar a licença. Os documentos extras apresentados pelo clube não foram suficientes para convencer a entidade a alterar essa contagem.
Mesmo sem a homologação, Seedorf segue trabalhando normalmente no dia a dia do clube — comanda os treinos, define estratégias e toma as decisões técnicas. A limitação é burocrática: ele simplesmente não pode assinar os documentos oficiais das partidas. Essa função passou a ser exercida por Leo Porto, que responde formalmente como treinador perante os regulamentos.
Curso da CBF como saída
Diante da negativa da Conmebol, o Corinthians matriculou Seedorf em um curso oferecido pela CBF. A iniciativa visa permitir que o holandês complete os requisitos necessários e regularize a situação junto à entidade continental dentro de um prazo viável.
Risco para 2027
Se o impasse não for resolvido antes da próxima temporada, o Corinthians pode enfrentar complicações nas competições internacionais. Nesse cenário, Seedorf estaria proibido de participar das coletivas de imprensa oficiais como técnico em jogos da Libertadores ou da Copa Sul-Americana. Leo Porto seguiria como representante da comissão técnica nesses compromissos.
O clube trabalha para fechar a questão antes que os torneios continentais de 2027 comecem.
