
A semifinal da Copa do Brasil entre Palmeiras e Vasco também está marcada por um momento delicado nos bastidores. Os conselheiros palmeirenses da oposição levantam questões sobre a presença da presidente Leila Pereira no clube, considerando o envolvimento financeiro de seu esposo, José Roberto Lamacchia, na SAF do Vasco.
Lamacchia, associado à Almirante Participações — a companhia que ganhou o leilão da SAF do Vasco —, atua como garantidor da transação, que contempla investimentos que superam R$ 3 bilhões no clube carioca. Para os opositores, o vínculo econômico entre a família da presidente e um clube adversário é incompatível com os cargos que ela e o marido ocupam no Palmeiras.
O que os conselheiros exigem
O grupo Ocupa Palestra e outros setores da oposição cobram o desligamento de Lamacchia do Conselho Deliberativo e pedem o fim de eventuais benefícios diretos ou indiretos que o grupo empresarial ligado a Leila possa oferecer a equipes concorrentes. Um dos exemplos citados é a possibilidade de uso da aeronave da presidente por um clube rival.
Os conselheiros também defendem que o Conselho Deliberativo e o Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) criem mecanismos para proteger dados operacionais e informações estratégicas do Palmeiras, evitando que conhecimento interno do clube fique exposto por conta da relação empresarial com outra instituição do futebol brasileiro.
O momento do confronto
A discussão ganha força justamente na semana em que os dois clubes começam a decidir uma vaga na final da Copa do Brasil. O primeiro jogo é neste domingo (1º), às 16h, no Nubank Parque. A partida de volta está marcada para 8 de novembro, em São Januário.
Dentro de campo, os times disputam classificação. Fora dele, a relação entre a família da presidente palmeirense e o projeto do Vasco tornou-se o principal tema nos bastidores do confronto.
