
A obra de R$ 1,4 bilhão da Sabesp, que prevê retirar até 4 mil litros de água por segundo da Represa Billings, em São Bernardo do Campo, para abastecer o Sistema Produtor Alto Tietê, entrou na pauta da Assembleia de Prefeitos do Consórcio Intermunicipal Grande ABC, realizada nesta terça-feira (27), às 9h, em São Bernardo.
O prefeito de Rio Grande da Serra, Akira Auriani, está à frente do acompanhamento dessa demanda no Consórcio, que envolve preocupações com os possíveis impactos ambientais do empreendimento na região. Ele não participou da assembleia, pois estava em reunião na Sabesp.
Durante a assembleia, Guto Volpi destacou a participação de lideranças da Defesa Civil em uma apresentação aos prefeitos e ressaltou a importância da preparação diante de possíveis impactos.
“A preocupação é grande”, afirmou Volpi, ao abordar a necessidade de as equipes estarem preparadas para enfrentar situações que possam trazer consequências à região.
OBRA JÁ FOI TEMA DE AUDIÊNCIA PÚBLICA
Na segunda-feira (26), o Consórcio ABC também participou de uma audiência pública em Rio Grande da Serra para discutir o andamento das obras, as próximas etapas e os aspectos ambientais da transposição.
Durante o encontro, moradores e representantes da sociedade civil ressaltaram a importância da transparência na divulgação das informações, da segurança jurídica e do acompanhamento dos impactos durante e após a implantação do sistema.
O projeto prevê aproximadamente 38 quilômetros de tubulações para transportar água do braço do Rio Pequeno, na Billings, até o Reservatório Taiaçupeba, em Suzano.
SABESP CONFIRMOU 22% DAS OBRAS CONCLUÍDAS
A transposição já foi alvo de reportagem do nosso canal, a TV São Bernardo, que apresentou questionamentos sobre os possíveis impactos ambientais da obra e também recebeu manifestações de moradores nos comentários.
Em resposta à nossa reportagem, no dia 15 de outubro, a Sabesp confirmou que 22% das obras estavam concluídas, com previsão de entrega no segundo semestre de 2027.
A companhia afirmou que a retirada de água não prejudicará o abastecimento do ABC Paulista e que as intervenções seguem as exigências ambientais estabelecidas pela Cetesb.
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