Corinthians assina contrato de confidencialidade com a Caixa e vive otimismo. Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians
O Corinthians está bastante otimista quanto à possibilidade de, nos próximos dias, conseguir encontrar uma solução para a dívida da Neo Química Arena. As tratativas com a Caixa Econômica Federal alcançaram um momento crucial, e a proposta submetida pelo clube está sendo avaliada pelo Conselho de Administração da instituição, a última instância encarregada de aprovar qualquer possível acordo.
As discussões continuam, e a expectativa é de que uma decisão seja tomada nas próximas semanas. Além de procurar uma nova configuração para o financiamento, o Timão também busca solucionar questões financeiras ligadas ao contrato vigente.
Naming rights entram na proposta corintiana
Uma das alternativas apresentadas pelo Corinthians prevê que a Caixa assuma os direitos de nome do estádio como parte da negociação do débito.
Hoje, o contrato de naming rights com a Hypera Pharma representa uma receita de aproximadamente R$ 15 milhões por ano. O clube, no entanto, avalia que o potencial comercial da arena é maior e poderia chegar a cerca de R$ 70 milhões anuais.
O plano também contempla a ampliação dos negócios entre o banco e o Corinthians, com a possibilidade de concentrar serviços como abertura de contas, pagamentos, folha salarial e cartões destinados aos torcedores vinculados ao Fiel Torcedor.
O acordo atual com a Caixa, reformulado durante a gestão de Duílio Monteiro Alves prevê a quitação do financiamento até 2041. Uma eventual mudança nas condições contratuais poderia alterar o custo da dívida para o clube ou até que ela passasse a ser considerada quitada
Corinthians também questiona multa próxima de R$ 200 milhões
Outra frente das tratativas envolve uma multa de quase R$ 200 milhões relacionada a atrasos. O Corinthians busca rever a cobrança e tenta encontrar uma solução para reduzir o impacto financeiro da penalidade.
Confidencialidade e decisão do banco
Como parte dos próximos passos, o Corinthians deve assinar um acordo de confidencialidade para dar continuidade às conversas. A medida ocorre enquanto a proposta permanece em análise pelo Conselho de Administração da Caixa.