
O São Paulo não deve fazer a renovação do contrato com Lucas Moura neste momento. A administração do presidente Harry Massis optou por suspender as negociações e aguardar a decisão para o próximo mandato — o contrato do meia-atacante se encerra em dezembro, e caso não haja acordo até essa data, ele estará livre no mercado a partir de janeiro.
A lógica da administração
Com as eleições presidenciais do clube marcadas para dezembro, a atual gestão entende que não cabe a ela resolver o futuro de um dos jogadores mais importantes do elenco. A indefinição sobre quem será o próximo presidente — Marcelinho Portugal Gouvêa lidera a oposição, mas a situação ainda não tem candidato definido — serve de argumento para adiar a conversa.
O que Lucas já havia sinalizado ao São Paulo
O próprio jogador antecipou o cenário depois da vitória sobre o Vitória no fim de semana. Sem rodeios, admitiu que pode mesmo ir embora: “Não sei, meu contrato acaba em dezembro, meu foco é voltar a jogar e me recuperar. Não tivemos nenhuma conversa. Mas se não tiver nenhum acordo em janeiro, estarei livre.”
E foi além ao reconhecer a influência da política do clube nas negociações: “A gente não sabe como vai ser o futuro do clube politicamente, quem vai ser o presidente. Provavelmente isso também interfira na questão da renovação, mas o foco era eu voltar bem, me recuperar da lesão — e agora vamos ver os próximos passos.”
O que vem por aí no São Paulo
Lucas Moura tem 34 anos e voltou a campo há poucos dias após cinco meses afastado por lesão no tendão de Aquiles. Dependendo de quem assumir o clube em dezembro, o jogador pode receber uma proposta de renovação — ou simplesmente se tornar agente livre e buscar um novo desafio em 2027.
O São Paulo volta a campo no sábado (17), às 21h, no MorumBIS, diante do Vasco, pela 31ª rodada do Brasileirão. O Tricolor tem 39 pontos e está fora da zona de rebaixamento.
