
O Flamengo está avaliando a chance de incluir uma mensagem especial na camisa durante o embate contra o Santos, que ocorrerá nesta quinta-feira, dia 8, às 19h30, na Vila Belmiro, em partida válida pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro.
A frase analisada pelo clube é “Proibir não é proteger”, aludindo às recentes decisões implementadas pelo governo federal referentes ao setor de apostas esportivas.
Mensagem faz parte de manifesto
A expressão escolhida pelo Flamengo integra um manifesto elaborado pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR).
A campanha foi criada em meio às discussões sobre as medidas que restringiram o funcionamento e a publicidade das apostas. O objetivo das entidades é defender a regulamentação do setor e questionar a proibição como estratégia de combate aos problemas relacionados ao jogo.
Caso a iniciativa seja confirmada, a mensagem será exibida justamente em uma partida contra o Santos, clube que também foi diretamente afetado pelas mudanças no setor.
Governo aponta riscos relacionados às apostas
O governo federal sustenta que as medidas têm como objetivo ampliar a proteção aos consumidores e combater problemas associados ao jogo compulsivo.
Entre os argumentos apresentados estão os riscos de endividamento, transtornos psicológicos e utilização das plataformas para práticas como lavagem de dinheiro.
A medida provisória tem prazo de validade de 60 dias e deverá ser analisada pelo Congresso Nacional em novembro.
Clubes têm forte dependência financeira das bets
As mudanças atingem diretamente o futebol brasileiro. Dos 20 clubes que disputam a Série A, 13 possuem ou possuíam contratos de patrocínio com empresas do segmento de apostas.
Somados, esses acordos representam mais de R$ 900 milhões em valores fixos por temporada, mostrando o peso financeiro que as casas de apostas passaram a ter no futebol nacional.
Entre os quatro grandes clubes paulistas, Santos, São Paulo, Corinthians e Palmeiras, os contratos com empresas do setor representavam, juntos, cerca de R$ 375 milhões por ano em valores fixos.
Santos também sofreu impacto
O Santos está entre os clubes que precisaram rever seus acordos comerciais após as novas restrições.
O Peixe tinha contrato com a Novibet, parceria que representava mais de R$ 35 milhões anuais para os cofres do clube. O vínculo precisou ser suspenso provisoriamente diante das mudanças envolvendo a publicidade de apostas.
O cenário aumenta a pressão sobre os clubes para encontrar novas fontes de receita, especialmente em um momento de forte dependência dos patrocínios do setor.
