
Embora a diretoria do Corinthians sustente publicamente a manutenção de Fernando Diniz, os bastidores do CT Joaquim Grava já registram movimentações em busca de alternativas no mercado. A pressão sobre o treinador atingiu o teto crítico após a sequência de seis derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro — marca que iguala o pior retrospecto do clube na era dos pontos corridos. O futuro do técnico depende diretamente dos dois próximos compromissos após a pausa da Data FIFA: tropeços diante de Internacional e Palmeiras devem tornar sua demissão inevitável.
Respaldo do elenco, pronunciamento oficial e barreira da multa
A posição formal de permanência foi ratificada pelo diretor de futebol Marcelo Paz logo após o revés por 3 a 1 diante do Fluminense. O dirigente declarou que a decisão tomou como base a manifestação voluntária do elenco — liderada por nomes como Memphis Depay e Gustavo Henrique —, que formalizou apoio ao trabalho do comandante.
Entretanto, o respaldo a Diniz também esbarra em um forte gargalo orçamentário. O rompimento unilateral do contrato custaria cerca de R$ 5 milhões em multa rescisória, cifra proibitiva para um clube sufocado por uma dívida global próxima de R$ 3 bilhões, dois meses de direitos de imagem atrasados e pendências de R$ 22 milhões cobradas na FIFA e na CNRD.
Racha na cúpula alvinegra e nomes cotados no mercado
Apesar da fala institucional, a ala opositora da diretoria pressiona por uma ruptura imediata para evitar o agravamento do risco de rebaixamento. Caso o desempenho nas próximas rodadas confirme a troca no comando, a cúpula corintiana trabalha com dois alvos prioritários no radar: Ramón Díaz e Luis Castro, técnico que recentemente deixou o comando do Grêmio.
Calendário de decisão na Série A
O período sem jogos da Data FIFA servirá para recondicionar o grupo fisicamente e ajustar a estrutura tática antes da sequência decisiva. O Corinthians retoma a disputa do Brasileirão no dia 7 de outubro, em confronto direto contra o Internacional, no Beira-Rio, precisando de uma vitória para interromper a sangria na tabela e garantir sobrevida a Fernando Diniz.
