
A eliminação do Santos para o Atlético-MG nas quartas de final da Copa Sul-Americana gerou um sentimento de frustração entre os membros da equipe alvinegra. Na coletiva pós-jogo, o treinador Cuca analisou com profundidade a derrota em Belo Horizonte, lamentando o início sonolento da equipe, a adaptação ao gramado sintético e o gol tomado já nos acréscimos da segunda etapa.
Começo distraído e efeito do campo sintético
O treinador santista não escondeu o incômodo com o ritmo imposto pelo adversário no início do confronto. Cuca apontou que o gol sofrido logo no primeiro minuto desestabilizou o plano tático da equipe e destacou a influência da superfície da Arena MRV no rendimento dos atletas.
“Começamos o jogo muito mal. Com menos de um minuto, tomamos um gol. Uma bola mal dominada, que o Fred pôs para o Bernard e saiu o gol. Vira outro jogo. Demoramos 25 minutos para entender”, avaliou o comandante. “Não podemos negar que o sintético é diferente. O adversário tem certa vantagem por ter conhecimento do campo. É inquestionável isso. Talvez, por isso, tomamos o gol tão cedo.”
Reação na segunda etapa e o golpe aos 47 minutos
Apesar das adversidades na primeira etapa, Cuca valorizou a postura demonstrada pelo Santos após o intervalo. O treinador destacou as alterações táticas que devolveram o controle da partida ao Peixe, mas lamentou a desatenção defensiva no lance que selou a queda no torneio continental.
“Fizemos as mexidas necessárias para o segundo tempo. O time volta com personalidade, confiança, maturidade, envolve o Galo. Criamos inúmeras oportunidades, fizemos o gol. Infelizmente tomamos o gol aos 47. Não sofríamos perigo, estávamos estabilizados. Tivemos o controle do jogo. Foi uma jogada evitável, e acabamos eliminados”, lamentou o técnico.
Isenção de culpas e foco total no Campeonato Brasileiro
Ao ser questionado sobre as opções táticas adotadas ao longo do jogo, Cuca rechaçou apontar culpados individuais ou atribuir o resultado à formação com três defensores, reforçando que a eliminação passou por detalhes pontuais.
“Não tem um jogador responsável ou o treinador culpado porque pôs terceiro zagueiro. Eles não vieram para cima. Não tiveram chances para fazer o gol. O jogo estava controlado”, pontuou o treinador.
Sem tempo para lamentações, o Alvinegro Praiano volta suas atenções para a Série A. O próximo compromisso do Santos está marcado para este sábado (19), contra o Remo, fora de casa, em confronto direto para se afastar da zona de rebaixamento no Brasileirão.
