
O Conselho Deliberativo do São Paulo confirmou, nesta quinta-feira (10), a expulsão de Julio Casares do quadro associativo. A votação terminou em 224 a 2, com 5 abstenções — muito acima dos dois terços exigidos pelo estatuto. Além da exclusão, o ex-presidente terá que devolver valores ao clube.
O que Casares terá que pagar
A indenização mínima estipulada é de R$ 7,5 milhões, composta por:
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R$ 7 milhões em saques não explicados no balanço financeiro;
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R$ 500 mil em gastos com cartão corporativo.
As quantias serão corrigidas pela inflação do período, o que pode elevar consideravelmente o montante final.
Trâmite para cobrança
O departamento financeiro do São Paulo vai preparar um relatório detalhado e encaminhá-lo ao Conselho Fiscal. O órgão ratificará o documento, que seguirá para a fase de liquidação — ou seja, a cobrança efetiva dos valores.
Caso Casares não quite a dívida, poderá enfrentar ações na Justiça, com possibilidade de bloqueio de bens e outras medidas judiciais para garantir o ressarcimento ao clube.
Histórico da crise
A queda de Casares começou em dezembro, quando áudios revelaram diretores admitindo participação em suposto esquema de venda de ingressos para um show da Shakira no Morumbi. O Ministério Público abriu dois inquéritos — um cível e outro criminal — para investigar saques em espécie, depósitos, venda de ingressos e negociações da base.
Após sofrer impeachment, Casares renunciou ao cargo de conselheiro e pediu desligamento do quadro associativo, alegando preservar a dignidade da família. O pedido foi negado pela comissão de ética, que recomendou a expulsão. Agora, a decisão foi confirmada em plenária.
