
A manifestação de 7 de Setembro da direita na Avenida Paulista, em São Paulo reuniu o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e lideranças políticas e religiosas. Tendo como mote central o pedido de impeachment e críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o evento reuniu nomes como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o pastor Silas Malafaia.
O ato ocorreu em meio às recentes revelações e desdobramentos envolvendo investigações associadas ao Banco Master, tema que atingiu diferentes figuras políticas e direcionou os discursos do palanque.
Durante a manifestação, Silas Malafaia cobrou um posicionamento do presidente do STF, Edson Fachin, pedindo o afastamento do ministro Alexandre de Moraes e direcionando críticas à atuação do governo federal e do PT diante dos fatos recentes.
Já o governador Tarcísio de Freitas adotou um tom focado em respostas institucionais. Tarcísio defendeu que eventuais dúvidas sobre a conduta de magistrados devem ser apuradas e ressaltou a importância da eleição de senadores para a próxima legislatura, mencionando nomes de sua aliança política em São Paulo.
O deputado Nikolas Ferreira reforçou em sua fala o foco na disputa pelo Senado Federal e na oposição ao Partido dos Trabalhadores, além de tecer duras críticas a autoridades dos poderes Judiciário e Legislativo.
Flávio Bolsonaro acompanhou os discursos ao lado dos aliados no trio elétrico. Convocada pela direita, a manifestação realizada neste 7 de Setembro em São Paulo reuniu apoiadores sob slogans como “Fora Lula, Fora Moraes” e “É agora ou nunca”. Em discurso proferido do alto de um trio elétrico, o parlamentar subiu o tom contra o STF e defendeu o fim do que chamou de “consórcio Lula-Moraes”.
Marcado desde o início de agosto, o ato ganhou contornos ainda mais críticos com a recente divulgação de mensagens enviadas pelo fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, ao ministro Alexandre de Moraes. Classificando o magistrado como uma “laranja podre” dentro da Corte e argumentando que o STF não pode ser contaminado, Flávio associou o cenário atual e as decisões da alta corte a uma suposta “terceira facada” dirigida ao seu grupo político.
Diante de uma multidão vestindo verde e amarelo, o candidato destacou que a “grande maioria dos brasileiros é feita de gente de bem” e afirmou que o eleitorado rejeita o retorno da corrupção e a relativização do direito à propriedade privada e da liberdade de expressão. “O que está em jogo é o futuro das nossas famílias, das nossas crianças e da nossa nação”, declarou.
Conclamando a militância a agir com “coragem, união e fé”, o senador encerrou seu pronunciamento com o tradicional bordão “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, sinalizando que pretende transformar a crise institucional no eixo central de sua campanha eleitoral.
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