
O Corinthians divulgou seu balancete financeiro referente ao primeiro semestre de 2026 nesta terça-feira (1º). Os dados são alarmantes.
A falta
O clube apresentou um déficit de R$ 246 milhões no período, valor significativamente superior aos R$ 138 milhões estimados no orçamento. Houve um crescimento na receita operacional bruta, passando de R$ 350 milhões projetados para R$ 415 milhões efetivamente obtidos. O problema era o custo.
Por que houve um aumento no déficit?
O que mais impactou foi a ausência de vendas. O Corinthians tinha como meta obter R$ 150 milhões com a venda de jogadores, porém optou por não negociar nenhum atleta, focando nos resultados em campo e na valorização dos jogadores na competição continental.
Também os custos com pessoal extrapolaram: estavam orçados em R$ 244 milhões, o clube desembolsou R$ 283 milhões. Um dos responsáveis foi a premiação pela conquista da Copa do Brasil — algo em torno de R$ 38 milhões depositados nas contas de jogadores e funcionários.
O acúmulo de dívidas
Em números totais, a dívida do Corinthians gira em torno de R$ 2,8 bilhões, sendo assim distribuída:
- 22,5% da Arena
- 50,8% não ativos
- 26,6% em circulação
A saída fica do lado do mercado
Urgente: A venda de jogadores. O clube está em negociação para transferir André para o Nottingham Forest, um movimento que pode ajudar a reduzir parte do orçamento — embora não seja suficiente para cobrir todo o déficit.
A janela de transferências inglesa se encerra nesta terça-feira (1º). Se a negociação não se concretizar, o Corinthians precisará buscar outras opções até o final da temporada.
