
A mudança de Maicon, um dos principais jogadores do futsal do Corinthians, para o futebol de campo trouxe de volta uma discussão antiga: a transição entre diferentes modalidades esportivas. Atendendo à solicitação de Fernando Diniz, o jogador iniciou os treinos com a equipe sub-20 e, se a adaptação for aprovada, também será avaliado no time principal.
Exemplos que foram bem-sucedidos — ou nem tanto
O caso mais famoso é o de Falcão. Considerado o maior nome do futsal mundial, o camisa 12 vestiu a camisa do São Paulo em 2005. A passagem durou apenas o primeiro semestre, com poucos minutos e relação difícil com o técnico Emerson Leão. Ainda assim, faturou o Paulistão daquele ano.

Leozinho é o exemplo mais recente no Brasil. Ala do Magnus, migrou para o futebol em 2022 e rodou por Hercílio Luiz e Ituano até chegar ao Athletico Paranaense. Nesta temporada, soma quatro gols e uma assistência em 18 jogos. Tem contrato até 2028 e diz não querer voltar ao futsal.
Na Europa, Taha Ali fez o caminho inverso de muitos. Depois de brilhar no futsal sueco, virou atleta de campo, passou pelo Malmö e hoje defende o PAOK, da Grécia.
O caso Maicon, do Corinthians
Pelo futsal alvinegro, Maicon tem 119 partidas, 53 gols e 21 assistências. Ele jogou futebol de campo na base até 2023, quando recebeu proposta para se dedicar ao salão. O vínculo atual vai até o fim de 2027.
Para oficializar a mudança, o Corinthians precisaria de um novo contrato — e derrubar os três transfer bans ativos, que somam R$ 23 milhões. Até lá, a experiência fica restrita aos treinos.
