
Rogério Caboclo, ex-presidente da CBF, declarou neste último sábado (15) que não concorrerá à presidência do São Paulo. A decisão foi anunciada em uma declaração oficial, na qual ele declarou que, após analisar o contexto político interno, decidiu não continuar com a candidatura.
Caboclo havia anunciado oficialmente sua intenção de se candidatar no começo da semana, porém voltou atrás após dialogar com conselheiros, sócios e torcedores. Ele enfatizou que a decisão não significa um distanciamento do clube, mas sim o entendimento de que a unidade da oposição deve prevalecer sobre qualquer iniciativa individual.
Cenário político
A eleição para a presidência do São Paulo ocorre na primeira quinzena de dezembro. Com a desistência de Caboclo, a tendência é que a candidatura da oposição se concentre em Marcelo Portugal Gouveia, conhecido como Marcelinho, filho do histórico presidente são-paulino.
Pela situação, o nome mais cotado é Adilson Alves, apoiado pelo atual presidente Harry Massis. O atual presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, também tem influência no processo sucessório.
Trajetória de Caboclo
Em sua nota, Caboclo relembrou sua passagem pelo São Paulo entre 2000 e 2002, quando foi diretor financeiro e deixou o clube com saldo em caixa. Também destacou sua atuação na Federação Paulista, no Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014 e na CBF, onde foi CEO e presidente.
“Seguirei atuando de maneira sólida na vida política e institucional do clube”, afirmou o ex-dirigente na nota. A desistência de Caboclo reduz o número de candidatos na corrida eleitoral e fortalece a candidatura de Marcelinho pela oposição.
