
A Justiça de São Paulo converteu em preventiva a prisão em flagrante do comerciante Luciano Smanioto Matos, de 46 anos, investigado por tirar a vida do vizinho Willian de Assis Costa, de 35 anos, após um confronto armado na Rua Equador, no Centro de Diadema, Grande São Paulo. A decisão judicial foi proferida nesta segunda-feira (3/8), enquanto o investigado permanecia hospitalizado.
Luciano foi atingido por um tiro na perna durante a troca de disparos e precisou passar por cirurgia. Em razão do seu estado de saúde, a audiência de custódia ocorreu com o registro formal de investigado “hospitalizado”. O mandado de prisão preventiva emitido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) foi encaminhado à Polícia Civil e cumprido na própria unidade médica. Devido à internação, o comerciante ainda não prestou depoimento aos investigadores.
Versões conflitantes e reação
O crime ocorreu em frente à residência de Luciano. Segundo depoimento prestado ao 3º Distrito Policial de Diadema por Danilo Mariano de Almeida, amigo do homem atingido, Willian estava em uma festa quando desceu à rua para questionar se o vizinho o havia filmado. Danilo relatou que Willian manteve uma postura pacífica, mas encontrou o comerciante na porta com uma arma em punho.
De acordo com essa testemunha, Luciano teria efetuado o primeiro disparo. Já atingido e cambaleando, Willian sacou a própria pist0la em reação, atingindo a perna do comerciante. A testemunha afirmou ainda que, após os disparos, o autor teria dito “Tomou para aprender, tomara que m0rra” antes de se trancar em casa. Willian não resistiu aos ferimentos e teve o óbito constatado no local pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
Uma versão divergente foi apresentada parcialmente pelo irmão do comerciante. Segundo a família do autor, Willian teria sacado a pist0la primeiro, afirmado ser CAC (Atirador Desportivo e Caçador) e iniciado os disparos.
Andamento da investigação
A ficha de antecedentes anexada ao processo indica que Luciano Smanioto Matos não possuía registros criminais, inquéritos ou mandados anteriores. As declarações da testemunha foram integradas ao inquérito policial e serão confrontadas com laudos periciais e demais depoimentos colhidos pelas autoridades.
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