
O lateral-esquerdo Nicolas Bosshardt, do São Paulo Futebol Clube, foi solto após passar por audiência de custódia nesta terça-feira (4). Ele havia sido preso em flagrante depois de se envolver em um atropelamento que resultou na morte de um idoso de 84 anos, na noite de segunda-feira (3), em Barueri, na Grande São Paulo. O atleta saiu sa prisão sem presisar pagar fiança.
De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo, Nicolas responderá ao processo em liberdade, mas deverá cumprir medidas cautelares. Entre elas estão o comparecimento mensal à Justiça para informar e justificar suas atividades, a obrigação de manter o endereço atualizado e a proibição de deixar a comarca onde reside por mais de oito dias sem autorização judicial. A Justiça também determinou a suspensão do direito de dirigir até nova decisão.
Segundo o boletim de ocorrência, o atropelamento aconteceu por volta das 21h53. Uma testemunha afirmou à Polícia Civil que Nicolas e outros dois motoristas trafegavam em alta velocidade pela via. Com base nesse depoimento, nas imagens obtidas durante a investigação e em outros elementos reunidos, a autoridade policial entendeu haver indícios da prática de corrida automobilística (“racha”), o que fundamentou a prisão em flagrante. A defesa do jogador nega que ele participasse de um racha e sustenta que a dinâmica do acidente será esclarecida no decorrer da investigação.
Após a ocorrência, Nicolas foi encaminhado ao plantão policial e, nesta terça-feira (4), passou por audiência de custódia, quando teve a liberdade provisória concedida pela Justiça.
Em nota, o São Paulo Futebol Clube informou que Nicolas permaneceu no local, prestou socorro à vítima, acionou o resgate e compareceu para prestar esclarecimentos. O clube afirmou ainda que o atleta não havia ingerido bebida alcoólica, estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) regular e manifestou solidariedade aos familiares da vítima.
A defesa de Nicolas, representada pelo advogado Guilherme Pacheco, afirma que o pedestre atravessava a via fora da faixa e em local inadequado para a travessia. Segundo o advogado, o atleta permaneceu no local, colaborou com as autoridades, prestou toda a assistência necessária e nega que estivesse participando de um racha. A defesa sustenta que a dinâmica do acidente será esclarecida no decorrer da investigação.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.
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