Palmeiras tem meia denunciado pelo STJD e emite nota oficial. Foto: Cesar Greco / Palmeiras
O meia do Palmeiras, Maurício, foi denunciado pela Procuradoria do STJD neste sábado (1º) por uma falta cometida durante a partida contra o Vitória, no Barradão. O jogador foi enquadrado no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata de jogada violenta, e pode ser suspenso por até seis partidas.
O julgamento está marcado para a próxima terça-feira (4). O caso gerou polêmica porque Maurício não foi expulso em campo — o árbitro e o VAR consideraram o cartão amarelo suficiente. O Vitória, no entanto, reclamou da decisão.
Nota oficial do Palmeiras
O Palmeiras emitiu uma nota oficial criticando a denúncia e apontando falta de critério do STJD. O clube destacou que lances similares ocorridos na mesma rodada, envolvendo jogadores de Flamengo e Corinthians, não foram denunciados.
“A denúncia é incompreensível porque a falta nem mesmo gerou opiniões consensuais; pelo contrário, dividiu especialistas de arbitragem, ex-atletas e jornalistas”, diz o comunicado.
O Verdão questionou: “Se toda interpretação técnica da arbitragem for substituída, dias depois, pela convicção particular de um procurador, para que servem o árbitro de campo e o VAR?”
Falta de isonomia
O clube também criticou a atuação do Tribunal. “Na mesma rodada, os atletas Pulgar e Raniele cometeram infrações similares à que ocasionou a denúncia contra Mauricio. Por que somente Mauricio será julgado?”, questiona a nota.
O Palmeiras afirmou que “não existe justiça quando infrações iguais recebem tratamentos distintos” e que a atuação da Procuradoria “passa a impressão de que determinados episódios merecem atenção extraordinária enquanto outros podem ser ignorados”.
Histórico de reclamações
A nota também mencionou outras punições aplicadas ao clube, como a suspensão de Abel Ferreira e as penalidades a Allan e Paulinho. O Verdão afirma que “faltam equilíbrio e isonomia nas condutas do Tribunal envolvendo o clube”.
O Palmeiras encerrou o comunicado afirmando que “sempre respeitou as instituições, mas exige respeito” e que “não aceitará calado que limites institucionais sejam extrapolados”.