
A histórica Vila de Paranapiacaba, em Santo André, deu início a uma das intervenções mais aguardadas de sua história recente. Com investimento de R$ 18 milhões, a famosa passarela metálica que une a Parte Alta e a Parte Baixa da vila será totalmente restaurada. A obra, iniciada neste mês, é financiada integralmente pela MRS Logística, sem custo aos cofres públicos municipais, e tem previsão de conclusão para março de 2027.
A principal dúvida de moradores e turistas já tem resposta: o acesso de pedestres continuará liberado durante toda a execução do projeto. Para não interromper a circulação na vila ferroviária, a intervenção foi planejada em etapas, contando com estruturas provisórias que garantem a segurança da população e evitam impactos na rotina do transporte ferroviário.
Parceria privada viabiliza demanda histórica
Com mais de um século exposta ao clima úmido da serra e ao uso contínuo, a estrutura demandava uma revitalização profunda. O projeto vinha sendo planejado desde 2019 e passou pelo crivo dos órgãos de preservação do patrimônio histórico.
“Conseguimos viabilizar uma solução para um patrimônio histórico da cidade sem utilizar recursos da Prefeitura, por meio de um investimento privado da MRS. É um exemplo de como o diálogo permite resolver demandas antigas, garantindo segurança e respeitando o dinheiro do contribuinte”, comemora o prefeito Gilvan Ferreira.
As etapas de trabalho incluem fundações temporárias, montagem de nova estrutura metálica, restauração do trecho principal e dos acessos, além de logística específica para o transporte de materiais de grande porte sem prejudicar o visual ou a mobilidade local.
Festival de Inverno anima a vila centenária
As obras começam no mesmo momento em que a vila celebra a 25ª edição do Festival de Inverno de Paranapiacaba (FIP). Com programação cultural gratuita que inclui shows, cinema, feira de vinil e intervenções circenses, o evento atrai milhares de visitantes para o tradicional cenário coberto pela neblina da Serra do Mar.
Para quem planeja passear pelo festival ou subir a serra nos próximos meses, a travessia histórica entre a Parte Alta e a Parte Baixa segue firme e segura durante todo o período das obras.
