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Uma ação policial corrida na madrugada de 22 de maio de 2024 voltou ao centro das atenções das autoridades policiais de São Paulo. O tenente Ronickson Pimentel dos Santos, das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) — atualmente em estado grave após ser baleado na cabeça —, participou diretamente do confronto que resultou na morte de Márcio Silva de Oliveira, o “Fatioli”, um dos homens de confiança na hierarquia do Primeiro Comando da Capital (PCC).
A possível ligação entre o confronto de dois anos atrás e o recente ataque ao oficial é uma das principais linhas de investigação conduzidas pela Polícia Civil, que trabalha para identificar os mandantes e a motivação do crime. Um inquérito sigiloso apura os fatos, segundo apurou o ABCD Jornal.
O Confronto na Avenida do Estado
De acordo com os autos do processo, a ocorrência registrada em 2024 teve início após equipes da Rota interceptarem informações de que lideranças da facção haviam acabado de deixar uma reunião na comunidade de Heliópolis, na zona sul da capital.
Ao avistarem o veículo Peugeot branco ocupado por Fatioli e por Lucas Rodrigues Gomes Chaves, as equipes deram início à perseguição. O tenente Pimentel comandava a viatura principal que emparelhou com o automóvel na Avenida do Estado, na região do Ipiranga.
Em depoimento prestado à época, o próprio oficial relatou ter efetuado quatro disparos com um fuzil calibre 7,62 durante a troca de discparos. Ambos os ocupantes do veículo foram atingidos e morreram após serem socorridos a hospitais da região.
Quem era Fatioli?
Registros policiais apontavam Márcio Silva de Oliveira na função de “torre” do PCC, cargo de comando responsável por coordenar a logística do tráfico de drogas. Ele também era investigado como um dos principais fornecedores de entorpecentes para a região da Cracolândia, no centro de São Paulo.
O Atentado em São Caetano do Sul
Dois anos após o óbito da liderança criminosa, no dia 27 de junho, o tenente Pimentel foi vítima de uma emboscada enquanto estava parado em um semáforo na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, no ABC Paulista.
Dois homens em uma motocicleta se aproximaram do veículo do oficial. O garupa disparou à queima-roupa contra a cabeça do policial e a dupla fugiu em seguida. Pimentel foi socorrido em estado gravíssimo.
Linhas de Investigação
Apesar de a execução com características de “encomenda” apontar para uma possível retaliação da facção criminosa pela morte de Fatioli, a Polícia Civil ressalta que o caso segue sob total sigilo e análise rigorosa.
Até o momento, não há uma conclusão definitiva de que o ataque tenha sido motivado por vingança, e outras hipóteses sobre a rotina e atuação do oficial continuam sendo apuradas pelos investigadores.
