
A saída de Alan Franco para o Tigres, do México, foi uma decisão exclusiva do jogador. A revelação é do executivo de futebol do São Paulo, Rafinha, que detalhou os bastidores da negociação em entrevista ao GE. Segundo o dirigente, a diretoria e o técnico Dorival Júnior tentaram convencer o zagueiro argentino a permanecer, mas ele bateu o pé.
Dois meses de conversa
“O Alan tem o carinho de todos no clube, nunca deu problema aqui. Faz dois meses que estou tentando convencer o Alan a ficar no São Paulo. Dois meses. ‘Alan, calma, você vai ter minutos’. Ele achava que não ia jogar porque, na primeira passagem do Dorival, ele não teve os minutos que achava que eram necessários”, explicou Rafinha.
O executivo afirmou que a situação atual era diferente. “Hoje ele é outro jogador e é outro momento. Em nenhum momento ele foi comunicado de que não iria jogar. Vinha jogando todos os jogos, inclusive com Dorival. Foi uma decisão dele. O Alan quis ir embora, mudar de ares. Ele me comunicou, me chamou algumas vezes, tentei contornar, chamamos o Dorival, conversamos muitas vezes e chegou o momento em que ele falou que não queria mais.”
A condição para liberar Alan Franco
Rafinha só autorizou a transferência depois que o clube encontrou um substituto no mercado — o português Domingos Duarte, que está perto de ser anunciado. “Como vamos segurar um jogador que não quer ficar? Não é que o jogador chegue, reclame e a gente abra a porta. São Paulo é muito grande para isso. Mas não podemos ficar com um jogador que não quer vestir a camisa do São Paulo.”
Os valores
Antes da pausa para a Copa do Mundo, Alan Franco era titular e, no clube desde 2023, deixa um espaço na defesa. O Tricolor já tomou medidas para preenchê-la: reintegrou Arboleda ao time e está prestes a confirmar Domingos Duarte como novo jogador. A diretoria ainda procura mais um nome para completar o setor.
