
A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) suspendeu o leilão do terreno onde funciona o CT Rei Pelé, centro de treinamento do Santos. A venda do imóvel, que estava marcada para 4 de agosto com lance mínimo de R$ 79,76 milhões, foi interrompida para que a SPU possa analisar as recomendações do Ministério Público Federal, que vê irregularidades no processo.
Por que o leilão foi parado
O procurador Thiago Lacerda Nobre questionou o valor de avaliação do terreno e pediu um novo laudo. Há também pendências de IPTU que precisam ser esclarecidas antes de qualquer alienação. A SPU afirmou que a suspensão serve “para realizar diligências a fim de assegurar a plena análise da matéria antes da realização da sessão pública”.
O drama do Santos
O clube ocupa a área por cessão desde os anos 1990 e depende dela para os treinos das equipes masculina, feminina e das divisões de base. O Santos já manifestou interesse em comprar o terreno, mas a lei não lhe dá preferência na aquisição, e o certame seria aberto a outros investidores. A perda do CT seria devastadora para a rotina do futebol santista.
Investigação em andamento
O MPF já monitora o caso desde que o ex-deputado federal Bozella Júnior mencionou supostos contatos com órgãos públicos sobre o calendário do leilão e fontes de financiamento. Outro ponto sensível é o ressarcimento por benfeitorias: se o imóvel for arrematado por terceiros, o Santos pretende cobrar judicialmente os valores investidos em melhorias, embora o MPF, em análise inicial, entenda que o clube não teria esse direito.
