
O Palmeiras abriu um novo capítulo em sua galeria de ídolos na tarde desta sexta-feira (17). A Sala de Troféus do clube agora abriga um recorte inteiramente dedicado a Abel Ferreira, o treinador que empilhou 11 taças e se isolou como o maior campeão da história alviverde. Mais do que troféus, o espaço reúne objetos que contam a trajetória pessoal do comandante português.
Estão ali um bloco de anotações usado à beira do gramado, um par de tênis, uma camiseta de ações solidárias, um livro, um cofre e uma garrafa de vinho — aceno direto às raízes lusitanas. Abel assistiu a um vídeo com lances e depoimentos que resumiram seus 344 jogos pelo clube, com 255 vitórias, 101 empates e 78 derrotas.
Leila exalta o homem por trás do técnico
A presidente Leila Pereira abriu a cerimônia com discurso que foi além dos números. “Hoje celebramos não só um recorde, mas celebramos a história. Nós estamos vivenciando a história. São 11 títulos conquistados, o treinador mais vitorioso da história do Palmeiras, e eu tenho a honra de ser a presidente a vivenciar esse fato histórico. Vocês conhecem o treinador brilhante das entrevistas, o Abel dentro do campo, mas nós conhecemos o homem, a pessoa que ele é. Uma pessoa sensível, humana, que trata a todos na Academia de Futebol de uma forma extremamente gentil. Sou profundamente grata e é uma honra imensa ter você ao nosso lado. Eu costumo dizer: ‘que essa nossa história seja eterna enquanto dure’, como disse Vinícius de Moraes.”
Abel: “Parecia que ia ser apresentado outra vez”
O homenageado respondeu com a emoção de quem reviveu o primeiro dia de clube. “Eu disse à presidente antes de começar que parecia que ia ser apresentado outra vez no Palmeiras. O que me vai no coração é uma gratidão imensa. Quando cheguei ao Palmeiras com a minha comissão técnica, rapidamente percebemos a grandeza, não só pela estrutura, não só pela dimensão, não só pelo número de torcedores, mas também pela exigência e pela cobrança. Nós sempre fomos muito fiéis àquilo que é o nosso trabalho, à nossa dedicação. Há muito tempo que procurávamos um clube com a grandeza e com a ambição do Palmeiras para que também pudéssemos vivenciar esses momentos de glória.”
O significado de cada peça
Na conversa com jornalistas, Abel detalhou os objetos escolhidos para a exposição. “O sapato tem a ver com o ‘todos somos um’, já que somos todos diferentes e iguais. A pulseirinha preta e branca vem do tempo em que eu era jogador. A camiseta é solidária. Como bom português, trouxe um vinho, gosto muito de vinho. Fiz questão de dizer que queria uma bandeira do Brasil e de Portugal juntas. Sou português com muito orgulho, mas tenho carinho e sei que a minha história estará sempre ligada ao Brasil.”
Libertadores no horizonte e permanência garantida de Abel Ferreira
Abel revelou que a obsessão por reconquistar a Libertadores segue viva, especialmente depois de bater na trave em 2025. Sobre o futuro, foi categórico ao afirmar que sua continuidade no Palmeiras se deve à sintonia com a diretoria e que não carrega arrependimentos da trajetória construída desde 2020.
