
Uma força-tarefa da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo deflagrou, nesta quinta-feira (25), a Operação Última Parada, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma empresa de ônibus que atua na capital. Um vereador do PT da capital foi preso.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), foram cumpridos 103 mandados de busca e apreensão na capital, na Grande São Paulo e em Extrema (MG). As investigações começaram após o assassinato do tesoureiro da empresa, em 2020, e apontam que a concessionária teria sido utilizada para ocultar recursos do crime organizado. A apuração também identificou um núcleo paralelo responsável por decisões estratégicas da empresa e um aumento do capital social de pouco mais de R$ 100 mil para mais de R$ 50 milhões, sem origem dos recursos esclarecida.
A Justiça determinou o bloqueio e sequestro de R$ 194 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados e à empresa, além de 117 veículos, 21 imóveis e três embarcações. Os diretores da concessionária também foram afastados por decisão judicial.
De acordo com reportagem da jornalista Gabrielle Tricanico, do portal A Guardiã da Notícia, entre os presos estão o vereador da capital Senival Moura (PT), o presidente da Transunião Transportes S.A., Jair Ramos de Freitas, conhecido como “Cachorrão”, e Devanil de Souza Nascimento, o “Sapo”, apontado pelas investigações como diretor informal da empresa e homem de confiança do parlamentar.
Ainda segundo A Guardiã, a Transunião opera 51 linhas de ônibus na capital paulista e transporta cerca de 389 mil passageiros por dia, principalmente na Zona Leste. A SPTrans deverá definir se haverá intervenção na empresa ou redistribuição das linhas para outras concessionárias para garantir a continuidade do serviço.
A investigação segue em andamento e os fatos ainda serão analisados pela Justiça. Até o momento, as defesas dos investigados não haviam se manifestado publicamente.
