
O lateral Danilo fez uma análise dura e sincera do momento da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (17), o jogador classificou o primeiro tempo contra Marrocos como “completamente aquém”, falou sobre as dificuldades de entrosamento e comentou a ansiedade gerada pelas constantes mudanças na equipe. Também elogiou a organização da CBF e se derreteu por Endrick.
“Completamente aquém”
“O primeiro tempo foi completamente aquém para a Seleção Brasileira. Tínhamos expectativa de fazer um jogo de domínio, e aconteceu o contrário: eles tiveram as principais chances. Depois que passa esse momento, tenho que pensar em um contraponto.”
Sobre a reação no vestiário: “Tínhamos que pensar em um equilíbrio. Estávamos desequilibrados taticamente e emocionalmente. No vestiário, trouxemos isso, e no segundo tempo não foi excepcional, mas melhoramos. Achamos mais linhas de passe e espaços.”
Três semanas e muitas convicções
Danilo destacou o esforço de adaptação em um curto período. “Em três semanas de trabalho, a gente deixa de lado as convicções que cada um tem no seu clube e mergulha em uma filosofia que queremos estar na Seleção. Cada um joga em uma filosofia diferente, e quando se junta, nem sempre chega num produto com muita coerência.”
Time 70% definido, segundo Danilo
O lateral revelou que o esqueleto da equipe está praticamente montado, mas que a rotatividade gera ansiedade. “Todo time tem um núcleo de seis, sete jogadores que são titulares, e outros três ou quatro com base no jogo ou adversário. As estratégias mudam conforme o adversário no futebol moderno. Quanto a eu jogar ou não, ainda não sei, mas espero que sim.”
Danilo fez questão de reconhecer os avanços na gestão. “Sou um grande crítico da falta de direcionamento. Hoje reconheço que o trabalho de todo o staff da CBF trouxe um direcionamento para trabalharmos sem que os atletas passassem por situações que não devem ter que lidar. Agora estamos vivendo um dos melhores momentos em organização do que já vi aqui dentro.”
“Endrick é uma joia rara”
Ao falar do jovem atacante, o lateral se empolgou. “É um tema que a gente fantasia muito. Endrick é um jogador muito importante, uma joia rara. Um poder de decisão e uma estrela que ninguém explica. No treino de hoje, ele fez vários gols. Ontem quase tirou o goleiro do treino. Queremos ter ele próximo.”
Primeiro ou segundo lugar
Danilo minimizou a importância da posição na fase de grupos. “A diferença entre ser o primeiro ou o segundo é se o melhor naquele momento. A gente sabe que ficar em primeiro tem questão logística, mas não podemos pensar nisso. Se for para ser segundo e na jornada ter um final feliz, também aceitamos.”
