
O volante Éderson vive uma montanha-russa de emoções. Convocado de última hora para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 após o corte de Wesley, o jogador viu a realização de um sonho adiar outro: a transferência para o Manchester United, que já estava praticamente selada.
Antes de se apresentar à Amarelinha como atleta da Atalanta, o meio-campista estava com as malas prontas para viajar e realizar exames médicos pelo clube inglês. A negociação está avaliada em mais de 47 milhões de euros, cerca de R$ 280 milhões na cotação atual.
O que disse o empresário
André Cury, agente do jogador, explicou ao GE que faltavam apenas detalhes burocráticos para o anúncio oficial. “Estamos quase prontos para assinar; não há mais discussão sobre números nem sobre nenhum outro aspecto do contrato. O Manchester perguntou se poderíamos fazer os exames nesta semana. Respondemos que sim, mas recebemos uma surpresa agradável: a convocação.”
Com a chamada para o Mundial, os procedimentos médicos e a assinatura do contrato foram adiados para depois do torneio.
Por que Éderson, e não outro lateral?
A escolha da comissão técnica tem lastro tático. Carlo Ancelotti e sua equipe já vinham identificando carência de peças no meio-campo, tanto no elenco quanto no desenho de jogo adotado. A lesão de Wesley abriu a vaga que permitiu corrigir essa rota: em vez de buscar mais um lateral, a comissão optou por reforçar o miolo do time com Éderson, enquanto a lateral direita fica sob responsabilidade de Danilo e do improvisado Ibañez.
