
Pela terceira Copa consecutiva, o Brasil chega ao Mundial com sua lateral direita em crise. A desconvocação de Wesley por lesão escancarou um problema crônico: desde 2018, o dono da posição no ciclo é cortado ou vê sua participação ameaçada por problemas físicos às vésperas ou durante o torneio. Para 2026, o baque veio em dobro, com as ausências de Wesley e do improvisado Éder Militão.
Os traumas
Na Rússia, a vaga tinha dono. Daniel Alves era o nome certo para a lateral direita, mas uma grave lesão no joelho durante a reta final da temporada pelo PSG destruiu o planejamento. Sem ele, Tite precisou recorrer a Danilo e Fagner para uma posição que já não oferecia abundância de opções.
O ciclo seguinte repetiu o filme. Danilo, que assumirá a titularidade, sofreu uma lesão no ligamento medial do tornozelo esquerdo logo na estreia contra a Sérvia. Fora da fase de grupos, o defensor correu contra o tempo e voltou apenas nas oitavas de final. Enquanto esteve ausente, a seleção precisou deslocar Militão, zagueiro de ofício, para o setor.
O golpe duplo em 2026
O que era roteiro conhecido ganhou um capítulo ainda mais cruel para o Mundial nos Estados Unidos. Os dois principais nomes do ciclo, Militão — novamente improvisado, mas com funções mais contidas — e Wesley, foram cortados. A zaga por soluções imediatas recaiu sobre Danilo, remanescente de outras Copas, e Ibañez.
O reforço da Seleção vai para o meio
Diante das baixas defensivas, o técnico Carlo Ancelotti acionou o meio-campista Éderson, que se apresenta nesta segunda-feira (8). O volante de 26 anos, revelado pelo Deportivo Brasil e com passagens apagadas por Cruzeiro e Corinthians, ganhou projeção na Europa e se tornou uma peça valiosa no mercado. O Corinthians, que detinha 70% dos seus direitos econômicos, o vendeu à Salernitana por 6,5 milhões de euros. Agora, o jogador está prestes a se transferir ao Manchester United por cerca de R$ 260 milhões — mais de seis vezes o valor da negociação anterior.
Os primeiros desafios da Seleção no Mundial
Éderson chega como alternativa para o meio-campo da Seleção Brasileira e se junta à delegação que estreia no dia 13 de junho, contra Marrocos, no MetLife Stadium. O Brasil volta a campo no dia 19 para enfrentar o Haiti, no Lincoln Financial Field, e encerra a fase de grupos contra a Escócia, no dia 24, no Hard Rock Stadium.
