
O The Athletic, braço esportivo do The New York Times, publicou uma análise com os cinco principais “dark horses” (azarões) que têm potencial para surpreender na Copa do Mundo de 2026. O termo, originário das apostas em corridas de cavalos no século XIX, designa seleções fora do grupo das favoritas que podem repetir campanhas históricas como as de Marrocos (2022) e Costa Rica (2014).
México quer quebrar jejum de 40 anos na Copa do Mundo
Os mexicanos estão invictos em 2026, com cinco vitórias e dois empates, e vêm de títulos na Gold Cup e na Nations League. Comandados por Javier Aguirre, que já dirigiu o país em duas Copas, a equipe aposta no volante Edson Álvarez e no atacante Raúl Jiménez, a oito gols de se tornar o maior artilheiro da história do México. O grande objetivo é vencer um jogo de mata-mata após quatro décadas de eliminações precoces.
Noruega volta após 30 anos com geração de ouro
A Noruega retorna a uma Copa depois de quase três décadas com uma geração talentosa. Liderada por Erling Haaland, Martin Ødegaard e Alexander Sørloth, a equipe foi a que mais marcou gols nas eliminatórias europeias (37). Apesar de ter caído no “grupo da morte” com França, Senegal e Iraque, os noruegueses têm qualidade para surpreender.
Senegal aposta em experiência e solidez defensiva
Os senegaleses chegam embalados após vencerem a Copa Africana de Nações (embora o título tenha sido anulado por polêmicas). Com uma base experiente (Mané, Koulibaly, Mendy) e jovens promissores (Jackson, Camara), o time de Pape Thiaw é sólido defensivamente e perdeu apenas quatro vezes em 31 jogos sob seu comando.
Japão busca primeira vitória em mata-mata
Famoso pelas viradas históricas contra Alemanha e Espanha em 2022, o Japão mantém a mesma base tática com o técnico Hajime Moriyasu. O time joga num 3-4-3, com dois meias de criação e velocidade nos lados. A ausência de Kaoru Mitoma, lesionado, é uma perda, mas o país busca sua primeira vitória em mata-matas de Copas.
Equador tem defesa impenetrável
O Equador impressiona defensivamente sob o comando de Sebastián Beccacece: apenas sete gols sofridos em 19 jogos, com 12 clean sheets. A única derrota foi na estreia do treinador, contra o Brasil. Com uma espinha dorsal formada por Moisés Caicedo, Willian Pacho e Piero Hincapié, a equipe terminou as eliminatórias sul-americanas em segundo lugar, atrás apenas da Argentina. O desafio é marcar gols, já que ainda depende muito do veterano Enner Valencia.
Copa do Mundo começa na próxima quinta
Os cinco azarões buscam repetir campanhas históricas e causar surpresas no Mundial. A Copa do Mundo começa na próxima quinta-feira (11), com México e África do Sul se enfrentando no Estádio Azteca.
