
O empresário Diego Fernandes, conhecido por intermediar a contratação de Carlo Ancelotti pela Seleção Brasileira, esteve reunido com a presidência do São Paulo nesta quarta-feira (27) para apresentar um projeto de transformação do clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O encontro ocorreu no Morumbi, mas o pedido inicial de Fernandes por uma procuração foi rejeitado.
Como funcionaria o modelo
Fernandes afirmou que não deseja receber como intermediário e que também poderia atuar como investidor. Ele apresentou um estudo detalhado com suas intenções e possibilidades ao clube. O presidente Harry Massis confirmou a conversa e prometeu avaliar a proposta.
Em entrevista anterior ao podcast Tricolaços, o empresário explicou que grandes grupos de investimento estrangeiros teriam interesse em aportar recursos no São Paulo, mas seria necessário um processo de compliance e a transformação do modelo associativo para SAF.
“A minha proposta é a seguinte: fui abordado fora do Brasil, por grandes grupos para fazer investimentos no Brasil. Não posso dizer quem são, no momento certo serão disponibilizados. Só que não posso falar em nome do São Paulo. Eu, como são-paulino, apresentei a eles o futebol como um grande ativo e o São Paulo.”
Divergências com o Conselho do São Paulo
Segundo Fernandes, ele tentou levar a ideia ao Conselho Deliberativo, mas foi desacreditado internamente. Por isso, recorreu a um abaixo-assinado entre associados para convocar uma assembleia geral sem precisar do aval do Conselho.
O empresário considera o Tricolor um ativo de grande valor e afirma que o clube demandaria parceiros consolidados no mercado, além do suporte de uma instituição financeira para precificação.
Proposta de controle compartilhado
O modelo pensado por Fernandes é o chamado 51-49: o fundo investidor teria 51% das ações, enquanto o São Paulo ficaria com 49%, mas com poder de veto em decisões estratégicas, como mudanças em uniforme, hino e outros símbolos do clube.
“O modelo perfeito é um investidor de grande porte colocando muito dinheiro, com 51% e os outros 49% para o São Paulo, com ações sendo disponibilizadas para os torcedores para se proteger de ninguém mudar o uniforme, hino etc., como, por exemplo, a Embraer, em que o governo, mesmo não sendo majoritário, possui a Golden Share e pode vetar uma eventual venda.”
Próximos passos
Fernandes deixou claro que os eventuais investidores só aportariam recursos mediante melhorias na governança e transparência. Sem conseguir avançar no Conselho, ele aposta agora na mobilização dos associados por meio de abaixo-assinado para forçar uma assembleia geral.
