
Dória saiu, e o São Paulo tem um rombo na zaga para resolver sem dinheiro. A rescisão oficializada na quinta-feira (21) impôs a Dorival Júnior a primeira grande missão de sua terceira passagem: recompor a defesa com o que está à mão — ou com o que o mercado oferecer sem custos.
O clube trabalha com duas frentes. A primeira é buscar jogadores sem contrato, que possam chegar sem taxa de transferência e com salários enquadrados na realidade financeira do Tricolor. A segunda, considerada prioritária internamente, é potencializar jovens da base — como Osório, que estreou sob Roger Machado e agradou, e outros nomes do sub-20 que já treinam no SuperCT.
A janela de julho também pode trazer movimentações. O executivo Rui Costa já avisou que o time pode perder atletas no meio da temporada — Marcos Antônio e Bobadilla são os mais propensos a sair — e, ao mesmo tempo, observa a possível venda de William Gomes ao Porto, o que injetaria recursos nos cofres e abriria margem para contratações.
A pausa para a Copa do Mundo, a poucas semanas de distância, será o laboratório de Dorival. Serão dias para treinar, reorganizar o sistema defensivo e encontrar respostas caseiras que evitem gastos de emergência.
O que levou Dória a sair do São Paulo
O zagueiro pediu a rescisão após pouco mais de cinco meses de clube. Contratado como reserva, foi alçado à titularidade pelas lesões de Alan Franco e Rafael Tóloi, mas as falhas contra Fluminense e Millonarios geraram críticas intensas e mensagens ofensivas a familiares. Ele também alegou problemas pessoais. Com apenas quatro jogos no Brasileirão, pode assinar com qualquer outro time da Série A.
