
O treino do São Paulo na manhã desta quinta-feira (14) foi do lado de fora do CT. Inconformada com a eliminação na Copa do Brasil, a principal torcida uniformizada do clube foi até o SuperCT, na Barra Funda, e exigiu falar com os jogadores. Calleri liderou a resposta — e o elenco inteiro foi ouvir.
A conversa, acompanhada pela imprensa, expôs a cobrança direta dos torcedores. Eles lembraram que havia um pacto: a uniformizada aceitou apoiar o time e o técnico Roger Machado a pedido dos próprios atletas, e esse respaldo havia gerado críticas de outros são-paulinos. A sensação de traição, após as atuações contra Corinthians e Juventude, dominava o protesto.
“A gente fez merda”
Calleri não se esquivou. “A gente fez merda em casa, fez merda em Itaquera. Queria jogar melhor, fez merda ontem. Todo mundo está errado no time. Somos vocês e nós. É uma união. Claro que a gente errou. Não tem como falar que poderia ter feito isso ou aquilo. Estamos aqui para vocês xingarem. É a verdade. É a única solução. Somos os culpados. A gente sabe que tem que dar mais.”
O camisa 9 também fez um apelo: “Vocês sabem que, quando a gente está junto, a gente consegue. Esse jogo a gente falhou. Prometemos passar na Copa do Brasil e ganhar do Corinthians, e a gente falhou. Mas a gente pede que vocês não soltem.”
Ruptura com a diretoria do São Paulo
A uniformizada, porém, deixou claro que o voto de confiança tem limite. Os líderes romperam publicamente com o presidente Harry Massis Jr. e com o executivo Rui Costa — este, o principal alvo dos protestos.
