
Rui Costa veio a público explicar a queda de Roger Machado. Em coletiva na noite desta quarta-feira (13), após a eliminação para o Juventude, o executivo de futebol do São Paulo classificou o resultado como inadmissível e disse que a demissão do treinador foi uma decisão colegiada — e não personalista.
“A escolha do Roger contou com várias reflexões e conversas com o presidente e com o Rafinha. Foi uma escolha do departamento de futebol com aval do presidente. Não foi uma decisão personalista. Foi um resultado que não cogitávamos pela grandeza do São Paulo e, a partir daí, conversamos com todos, entendemos que persistir no processo, que a pressão externa seguiria crescendo, decidimos pela troca, com aval do presidente e com o fato novo.”
O diretor também negou que o áudio vazado do presidente Harry Massis Jr. tenha tido qualquer influência no desfecho. Segundo ele, Massis compreendeu que havia um fato novo — a eliminação — e referendou a troca.
Crespo e as explicações que Rui Costa não deu
Rui Costa foi questionado sobre outra demissão polêmica — a de Crespo, na temporada passada — e admitiu que o clube optou por não dar detalhes na época. “Eu sou responsável por várias coisas no departamento de futebol. De forma alguma me isentarei dessa responsabilidade. Essa mudança foi tomada em conjunto porque tinha que ser tomada. Você diz que não foi explicada; por ética, não demos detalhes.”
Desculpas e o futuro sem Roger
O executivo também pediu desculpas ao torcedor e apontou a incapacidade de resolver a eliminatória no MorumBIS como origem do desastre. “O São Paulo não pode deixar de resolver em casa, e isso de alguma forma trouxemos para cá. Ano passado foi a mesma coisa. É um aprendizado que temos que ter com nossos atletas. É inadmissível sair tão cedo da Copa do Brasil.”
Sobre o próximo treinador, Rui Costa afirmou que ainda não há um perfil traçado. “A decisão foi tomada agora. Ainda não temos um perfil estabelecido.” Sem Roger Machado, o São Paulo volta a campo no sábado (16), contra o Fluminense, no Maracanã.
