
O Corinthians sofreu uma derrota pesada na Justiça do Trabalho. O TRT da 2ª Região condenou o clube, em segunda instância, a desembolsar aproximadamente R$ 2,5 milhões ao ex-jogador Kauê Moreira de Souza — um meia que passou cinco anos nas categorias de base, nunca atuou pelo profissional e viu a carreira acabar por uma lesão no joelho direito. O clube ainda pode recorrer ao TST e já indicou que o fará.
Na nova decisão, os desembargadores da 8ª Turma elevaram a indenização por danos morais de R$ 50 mil para R$ 200 mil e acrescentaram R$ 144 mil por danos materiais, valor equivalente a 12 salários de 2021, quando Kaue recebia R$ 12 mil mensais. A pensão, que antes era integral até os 35 anos, caiu para R$ 1.800 (15% do salário), mas foi estendida até os 75 anos, com quitação em parcela única.
Entenda a situação que envolve o Corinthians
Kauê entrou no Parque São Jorge em 2019 e saiu em 2024 sem jamais treinar com os profissionais. Foram 13 partidas na base, nenhum gol. A aposentadoria forçada veio aos 24 anos, após o que ele classifica como negligência médica no tratamento da lesão. Hoje, relata dificuldades para subir escadas, dirigir ou andar de bicicleta.
A nova condenação chega em um momento financeiro delicado: o Corinthians fechou o primeiro trimestre de 2026 com déficit de R$ 131 milhões e projeta vender atletas no meio do ano para tentar equilibrar as contas. Ainda assim, o clube pretende brigar na instância superior para reverter ou reduzir o valor da indenização.
