
A proposta apresentada pelo governo municipal aos servidores de São Bernardo do Campo foi aceita nesta sexta-feira (24), durante assembleia realizada na Praça Santa Filomena, convocada pelo Sindserv-SBC.
Antes da assembleia, o presidente do sindicato, Dinailton Cerqueira, divulgou um vídeo nas redes sociais detalhando os principais pontos da proposta que seria apresentada à categoria.
Após a aprovação, a reportagem questionou o prefeito Marcelo Lima para comentar o resultado e os principais pontos do acordo.
“Foi um processo de diálogo”, afirmou o prefeito, ao destacar que a proposta foi construída ao longo de reuniões entre o governo e o sindicato.
Segundo ele, o município mantém uma mesa permanente de negociação com a categoria e buscou chegar a um acordo dentro das limitações do orçamento público.
Entre os principais pontos estão a alteração da referência salarial dos auxiliares de limpeza e copa para a de ajudante geral, com aumento de 19,7% a partir de outubro; a discussão sobre a redução da jornada dos auxiliares de educação para 30 horas; o reajuste no vale-alimentação de R$ 27,50 para R$ 32; além da criação de um abono de Natal para servidores ativos, aposentados e pensionistas.
“Vamos garantir o abono de Natal para todos os servidores públicos de São Bernardo. Agora a gente vai discutir como e qual será o valor”, disse.
Após a assembleia, apesar da proposta ter sido aceita, houve divergências entre servidores. Parte dos trabalhadores permaneceu em manifestação e deixou a Praça Santa Filomena em caminhada pela região central, seguindo pela Marechal Deodoro até o Paço Municipal.
Não houve declaração oficial de greve por parte do sindicato. Ainda assim, há relatos de paralisação em unidades escolares ao longo do dia.
REAJUSTE SALARIAL
Em relação à questão de reposição salarial, o reajuste ao funcionalismo será no índice de 4,36%, o que corresponde à aplicação da inflação de 2025, no percentual de 3,36% – retroativos a março -, referente ao INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), calculado pelo IBGE, acumulado no período de março de 2025 a fevereiro de 2026, além da concessão de 1% de aumento real.
Há de ser ressaltado que o reajuste foi concedido com base em estudos técnicos que consideram o impacto financeiro nas contas públicas, observando os limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
A proposta de majoração engloba, ainda, o vale-alimentação dos servidores municipais, que passará, em outubro, dos atuais R$ 27,50 para R$ 32. “A proposta reconhece também o direito à alimentação digna, algo também muito importante. Claro que se pudéssemos, a gente pagaria mais, mas o orçamento não é infinito, ele é limitado, como se fosse o orçamento da nossa casa. Na mesa, colocamos tudo isso abertamente, explicando que a gente só pode chegar até aqui, no limite. Então, daqui para lá não conseguimos ultrapassar essa margem”, acrescentou o chefe do Executivo municipal.
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