
O esporte brasileiro perdeu, nesta sexta-feira (17), um de seus maiores expoentes. Oscar Schmidt, carinhosamente conhecido como “Mão Santa”, faleceu aos 68 anos. A notícia foi confirmada pela família por meio de uma nota oficial, informando que o ex-atleta passou mal em sua residência, em Santana de Parnaíba (SP), e chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu.
Embora a causa imediata da morte não tenha sido detalhada, o comunicado ressaltou a longa e brava luta de Oscar contra um tumor cerebral, diagnóstico que ele enfrentava com resiliência há mais de 15 anos.
Uma trajetória de recordes
Nascido em Natal (RN), em 1958, Oscar iniciou sua caminhada no basquete pelo Palmeiras em 1974. Sua carreira foi marcada por passagens vitoriosas no Sírio, onde conquistou o Mundial de Clubes, e uma longa trajetória de 13 anos na Itália. Ao retornar ao Brasil em 1995, brilhou no Corinthians e em outros clubes nacionais.
Oscar detinha, até recentemente, o título de maior cestinha da história do basquete, marca que só foi superada pelo astro da NBA, LeBron James. Com a Seleção Brasileira, sua maior glória foi a histórica medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis (1987), liderando a vitória sobre os Estados Unidos.

Legado e Despedida
A morte ocorre apenas nove dias após uma última e justa homenagem: no dia 8 de abril, Oscar foi eternizado no Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil (COB). Na ocasião, o prêmio foi recebido por seu filho, Felipe Schmidt.
Em nota, a família agradeceu o apoio dos fãs e pediu privacidade:
“Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo. Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte.”
O velório e o sepultamento serão realizados de forma reservada, restritos aos familiares, conforme desejo do ex-jogador. Oscar Schmidt deixa esposa, filhos e um país inteiro órfão de seu maior arremessador.
Comunicado da família
“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo. Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida”, disse a nota.
“Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo. A despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento”, apontou.
“Os familiares agradecem, sensibilizados, todas as manifestações de carinho, respeito e solidariedade recebidas, e solicitam a compreensão de todos quanto à necessidade de privacidade neste momento de luto. Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória”.
A Prefeitura de Santana do Parnaíba também emitiu nota oficial:
Veja a nota na íntegra:
“A Prefeitura de Santana de Parnaíba manifesta profundo pesar pelo falecimento de Oscar Schmidt, considerado o maior jogador de basquete da história do Brasil.
Informamos que Oscar Daniel Bezerra Schmidt, 68 anos, passou mal em sua residência e foi encaminhado nesta sexta-feira (17/04) ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA) pelo Serviço de Resgate, já em parada cardiorrespiratória (PCR), chegando à unidade sem vida.
Neste momento de dor, nos solidarizamos com familiares, amigos, admiradores e com toda a comunidade esportiva brasileira.”
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O ADEUS AO MELHOR DA HISTÓRIA DO BASQUETE BRASILEIRO
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